Após ‘liberação’ das academias no Paraná, Nika explica obrigações e afirma sobre o dia a dia: ‘Vamos ter que nos reinventar’; veja

Publicado em 27/04/2020 por: Yago Redua
Após ‘liberação’ das academias no Paraná, Nika explica obrigações e afirma sobre o dia a dia: ‘Vamos ter que nos reinventar’; veja Nika vê como positiva reabertura das academias e explicou itens que deverão ser seguidos (Foto reprodução)

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* O governador do Paraná, Ratinho Júnior, anunciou recentemente um decreto liberando a reabertura de alguns estabelecimentos – entre eles as academias de artes marciais – durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Segundo apurado, a publicação da portaria pela Secretaria de Saúde do estado será nesta terça-feira (28) e, provavelmente, o funcionamento das academias voltará já a partir da quarta-feira (29). A notícia, entretanto, gerou um grande debate nas redes sociais entre pessoas que apoiam e outras que são contra a medida.

Para entender melhor a decisão, a TATAME conversou com Nika Schwinden – professora e faixa-preta da Gracie Barra Curitiba -, que esteve presente em reunião no Palácio Iguaçu sobre a reabertura das academias com outras lideranças das artes marciais, além do secretário da Casa Civil, Guto Silva, e outros políticos.

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Nika comentou a crescente polêmica nas redes sociais e explicou o que foi passado para os professores no decreto: “Vamos ter que atender um número de situações. O Jiu-Jitsu que a gente conhece não vai acontecer tão cedo. Quando as pessoas julgam a reabertura, elas imaginam o tatame cheio e com todo mundo treinando. Na verdade, não vai ser assim. As aulas permitidas serão de preparação física e drills, mas não será liberado o contato físico”, disse a faixa-preta, que seguiu comentando sobre as aulas na Gracie Barra.

“Nossas aulas terão lista, porque poderemos ter no máximo dez alunos por período. São muitas exigências. Nós vamos ter que nos reinventar como professores de Jiu-Jitsu neste período. Nossos alunos terão que compreender que é um outro momento. O importante é manter o corpo ativo e em contato com as pessoas de maneira segura. Pessoas que fazem parte do grupo de risco não vão poder participar. Quem mora com alguém que esteja no grupo de risco, também vamos orientar que não treine”, apontou Nika.

OBRIGAÇÕES QUE AS ACADEMIAS TERÃO QUE SEGUIR:

– Número máximo de alunos por 3 ou 4 metros quadrados
– Uso de máscaras
– Higienização de calçados na entrada
– Álcool em gel em todo o ambiente
– Medição de temperatura corporal
– Intervalo entre aulas para higienização do tatame
– Aulas de drills e condicionamento físico sem contato

Nika também fez questão de enfatizar a importância de se encontrar um equilíbrio entre saúde e economia nesse momento. A faixa-preta citou que no estado, academias fecharam e alguns professores estão passando uma situação delicada para sustentar a família. Ela ainda pontuou dois tópicos para a reabertura.

“Acho que dois pontos serão importantes nas retomadas das aulas. O isolamento social em si faz muito mal psicologicamente e emocionalmente para as pessoas. Você ter um contato, ainda que mínimo com outras pessoas, pode ser de grande valia. Acredito que o outro ponto positivo é as pessoas buscarem qualidade de vida, algo que vai ajudar a trazer mais imunidade consequentemente”, disse a casca-grossa.

Única mulher na reunião

Nika foi a única mulher presente na reunião realizada no Palácio Iguaçu. Respeitada professora dentro da comunidade do Jiu-Jitsu, ela respondeu à TATAME se foi devidamente ouvida e compreendida pelos outros representantes de artes marciais no encontro: “Eu fui convidada por um deputado (Alexandre Amaro), ele sempre fez valer a minha voz nessas reuniões. Mas é claro que um ou outro professor olha torto, não entende o que uma mulher está fazendo ali. Mas esse é um espaço nosso por direito e, com muito trabalho, vamos conquistá-lo novamente. Não deveríamos ter que conquistar o que é nosso. Mas isso será com muito trabalho, participando dessas reuniões e fazendo a diferença aonde é importante”, concluiu ela.

De acordo a Secretaria de Saúde do Paraná, o estado registra 1.156 casos oficiais e 73 mortes. São ao todo 117 cidades afetadas pelo coronavírus. O Brasil já tem mais de 66 mil infectados e a marca de 4.500 óbitos.

* Por Yago Rédua

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