Desde que o período de quarentena e, consequentemente, a suspensão de eventos foi determinada por conta da pandemia global do coronavírus, o Ultimate se viu obrigado a adiar alguns dos seus eventos, no entanto, não mediu esforços em voltar a promover suas edições. Desta forma, a organização planeja sua volta para o mês de maio, com planos de realizar três cards em um espaço de uma semana.

Muitas lutas já estão confirmadas, principalmente para o evento agendado para o dia 9 de maio, em Jacksonville, na Flórida (EUA), todavia, existe um consenso de que nenhum desses eventos – e provavelmente os próximos que virão – poderão contar com presença de público, tendo em vista que uma das principais recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde) é de evitar a aglomeração de pessoas.

* Com duas disputas de cinturão e três brasileiros, UFC confirma retorno para o dia 9 de maio; veja

Presidente do UFC, Dana White é um dos principais entusiastas da volta dos eventos da franquia. Mas por que realizar eventos em um período onde o mundo vive uma pandemia? Por que realizar edições em um momento em que as ligas de diversas modalidades cancelaram seus eventos? Em entrevista ao Yahoo Sports, o mandatário voltou a afirmar que não é o momento de “ficar sentado” esperando que a pandemia chegue ao fim.

“Em algum momento, temos que descobrir: ‘Como fazemos as coisas voltarem ao normal’, mas fazer isso de uma maneira realmente segura. A única maneira de descobrir é chegar lá e começar a fazer. Nós vamos gastar muito dinheiro. Não vai ser barato. Vai ser caro. Você está preocupado com a saúde e a segurança de todos: os lutadores, a comissão, os árbitros, minha equipe que estará lá. Não é barato. É difícil, mas alguém tem que dar o primeiro passo e chegar lá. Não podemos ficar em casa até dezembro”, disse Dana, que reforçou sua preocupação com a saúde e segurança dos seus lutadores e funcionários.

“Eu me preocupo muito com os lutadores, me preocupo muito com minha equipe; obviamente minha família. Nós vamos fazer de tudo, como nós sempre fizemos. Saúde e segurança são questões primordiais para nós nos últimos 20 anos… Não é novidade para nós. É algo com o qual lidamos não apenas semanalmente, mas temos muito orgulho de termos um histórico bom”, reiterou o presidente, que admitiu que não pretende realizar eventos com presença de público “por muito tempo”.

“Obviamente, o mundo vai ser diferente e eu tenho pensado muito à frente no futuro. Eu não espero ter uma bilheteria por um longo tempo. Já joguei isso pela janela. Você tem que olhar para todas as coisas diferentes. As pessoas acham que eu não levo isso a sério porque eu quero voltar rápido e tudo isso. Não é que eu não leve isso a sério. Eu levo isso muito a sério. Eu não planejo ter uma bilheteria por um longo tempo. Eu já estou pensando bem à frente de todos esses tipos de coisas. Tudo que eu preciso me preocupar é em ter certeza que todo mundo está seguro e que eu posso fazer esses eventos. Eu não preciso de uma plateia. Nós temos que começar a achar maneiras de trabalhar ao redor disso e descobrir como fazer as pessoas voltarem ao máximo de normalidade possível”, encerrou.