Recuperado do coronavírus, Roger Gracie relata ‘susto’ e analisa impacto da pandemia no Jiu-Jitsu: ‘Vai ter uma pausa esse ano’

Publicado em 22/04/2020 por: Yago Redua
Recuperado do coronavírus, Roger Gracie relata ‘susto’ e analisa impacto da pandemia no Jiu-Jitsu: ‘Vai ter uma pausa esse ano’ Roger Gracie, um dos maiores da história do Jiu-Jitsu, teve que enfrentar o novo coronavírus (Foto Carlos Arthur Jr / Gracie Pro)

publicidade

* Um dos grandes nomes do Jiu-Jitsu mundial, Roger Gracie foi mais uma vítima do novo coronavírus (Covid-19), pandemia que vem assolando diversos países mundo afora. Morando em Londres, na Inglaterra, o faixa-preta conversou com a TATAME através de uma live no Instagram e contou que chegou a ficar cerca de dez dias com febre alta e até mesmo sentir falta de ar.

LEIA A TATAME #260 ONLINE, AQUI

O multicampeão na arte suave – e ex-campeão do ONE Championship – revelou que dificilmente fica doente, mas com o coronavírus foi diferente. Roger disse que não sabe exatamente como foi infectado e falou que chegou a chamar uma ambulância, mas não precisou ser internado.

“Fica aquele negócio que só dá preocupação quando (o vírus) vai para o pulmão. Até então não tinha ido, estava de cama e com febre alta… Teve um dia que eu acordei com o coração acelerado, respirando fundo, parecia que eu estava cansado. Aí eu pensei: isso não é bom. Liguei para o hospital, falei com eles, aqui tem o atendimento por telefone. Não foi nada muito grave, mas um susto. Pouco depois, minha respiração voltou ao normal”, contou o faixa-preta, que seguiu com o seu relato sobre a delicada situação:

“Pensei que já estava melhor, mas no outro dia, eu acordei pior. Tive um pouquinho de falta de ar. Aí, eu fiquei assustado. A minha namorada até falou para eu ir para o hospital. Liguei para a ambulância, eles vieram e fizeram exames na hora. Viram que a minha oxigenação estava um pouco ruim. Eles então falaram que iria me levar para o hospital, entrei na ambulância, mas eles fizeram mais uns testes e acharam melhor eu ficar em casa. Fiquei mais uns dois dias assim, mas depois fiquei bem e fui me recuperando”, comentou.

“É uma situação que está acontecendo horrível, não tem outras palavras, não é uma coisa legal. Ficar em casa é chato pra caramba, já tem mais de um mês que eu não treino (risos). Não tem o que fazer. Não adianta ficar em casa deprimido com o que está acontecendo, temos que dançar de acordo com a música. Vamos tentar tirar o melhor proveito possível disso”. 

Ao longo da conversa, ao ser indagado sobre o impacto da pandemia no cenário do Jiu-Jitsu em 2020, o faixa-preta respondeu que acredita em uma retomada a todo vapor apenas a partir de 2021. Para o ex-lutador, o fator psicológico das pessoas ainda vai pesar muito para que tudo volte ao normal.

“Eu acho que vai ter uma pausa esse ano. Quando isso tudo voltar ao normal, vai ter o processo de recuperação. Tudo estará em um nível, digamos, lá em baixo, em uma situação mais crítica. Quando tudo voltar ao normal, podemos botar aí até o ano que vem, até as coisas começarem a se recuperar mais. As competições, academias… Até as pessoas se sentirem seguras para voltar a treinar, psicologicamente por tudo que estamos vendo na TV. Vamos dizer que o governo fale que amanhã tudo vai abrir. Como você vai voltar a vida normal no dia seguinte? Tem um fator psicológico. O vírus está aí ainda”, apontou.

Na entrevista, Roger Gracie também analisou o Jiu-Jitsu atual, a importância de Xande Ribeiro e Ronaldo Jacaré para a evolução do seu jogo, a importância da mentalidade campeã de um atleta e muito mais.

Confira abaixo o vídeo da entrevista completa com Roger Gracie:

* Por Yago Rédua

Veja também

publicidade

Mais lidas

publicidade

Instagram
Newsletter

Assine nossa Newsletter e receba notícias e novidades em primeira mão

publicidade