Ansiosa para voltar a lutar, Ketlen lamenta situação de Manaus em meio à pandemia: ‘Muitas pessoas vão morrer por ignorância’

Publicado em 24/05/2020 por: Diogo Santarém
Ansiosa para voltar a lutar, Ketlen lamenta situação de Manaus em meio à pandemia: ‘Muitas pessoas vão morrer por ignorância’ Ketlen comentou situação complicada que Manaus vem passando por conta da pandemia (Foto reprodução)

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* Depois de somar dez vitórias consecutivas, Ketlen Vieira conheceu sua primeira derrota no MMA em dezembro do ano passado, quando acabou superada por Irene Aldana no UFC 245. Prestes a completar seis meses sem lutar, a brasileira, em entrevista à TATAME, disse que está ansiosa para voltar, porém, também chamou atenção para a situação de Manaus, capital do Amazonas, que vem sofrendo com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

“Quando iniciou essa pandemia, aqui em Manaus tinham uns dois ou três casos, então resolvi deixar o Rio de Janeiro. Meu apartamento no Rio é pequeno, não tinha espaço para treinar, e aqui na casa da minha mãe tem um quintal, então estou treinando aqui mesmo, me mantendo ativa”, contou a manauara, que seguiu:

“Eu vim para Manaus achando que aqui seria melhor, mas hoje em dia o estado do Amazonas é um dos líderes de casos de coronavírus, então é complicado. Aqui bateu recorde de enterros em um dia, enterro até de noite, uma situação muito preocupante, principalmente porque as pessoas não estão tomando o devido cuidado. Acho que só quando algum familiar contrair a doença é que as pessoas vão levar a sério. Infelizmente, muitas pessoas vão morrer por ignorância”, opinou, ressaltando a seriedade da situação.

Representante da equipe Nova União, Ketlen vem se preparando em casa e mantem contato diário com seu treinador, Dedé Pederneiras, enquanto não retorna. Entretanto, mesmo com o UFC de volta às atividades, a lutadora destacou que precisa de um camp completo, o que agora é inviável com as academias fechadas.

“A volta do UFC, os atletas precisam disso, precisam trabalhar, então foi positiva. Apesar do risco de contaminação, os pais de família precisam correr atrás do seu pão de cada dia. Se eu pudesse, tivesse condições de estar bem preparada, também lutaria, mas não tenho como me preparar treinando em casa, não só para o UFC, mas como para qualquer outro evento de MMA. Não é nem questão de peso, pois eu conseguiria bater, mas de treino mesmo. Minha preparação toda é voltada para a adversária, até as parceiras de treino, e eu não tenho isso em casa, não consigo fazer um camp completo para lutar”.

Atualmente na sétima posição do ranking peso-galo feminino do UFC, Ketlen ainda revelou que já está 100% recuperada da lesão que teve no joelho, falou sobre o lado financeiro sem lutar e projetou o seu retorno.

Confira outros trechos da entrevista com Ketlen Vieira:

– Dificuldades para se manter em meio à pandemia

A questão financeira é um pouco complicada pois, se a gente não luta, não recebe, então é como se estivéssemos desempregados. O que tem segurado os atletas são os patrocínios. Graças a Deus eu tenho o apoio da Transire (Eletrônicos), que apesar da pandemia, vem me dado todo o suporte.

– Contato com seu treinador, Dedé Pederneiras

Todo dia eu mando mensagem para o meu mestre, Dedé Pederneiras, e conversamos. O sentimento é de saudade, de querer voltar a lutar, treinar com todo mundo junto, reunir a equipe, isso é o que mais faz falta.

– Recuperação e ansiedade para retornar ao cage

Estou muito ansiosa para voltar a lutar. Passei um tempo parada por conta de uma lesão no joelho, e na minha última luta estava bem, preparada, mas cometi um erro ao não escutar os meus treinadores e isso me custou a vitória. Mas se aconteceu, é porque era para ser. Hoje sou uma nova atleta, mais preparada.

– Expectativa para lutar e possível adversária

Eu não tenho nada marcado, mas assim que isso tudo passar e a Nova União abrir, vou voltar correndo. Eu tinha luta marcada no dia 9 de maio, seria contra a Marion Reneau (no UFC São Paulo), e acredito que vai continuar sendo ela a minha adversária. Não vejo a hora disso tudo passar e eu poder dar um show.

* Por Diogo Santarém

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