Arte suave para mulheres: o comportamento e as lições do Jiu-Jitsu para gestantes durante a quarentena

Publicado em 09/05/2020 por: Mateus Machado
Arte suave para mulheres: o comportamento e as lições do Jiu-Jitsu para gestantes durante a quarentena Em seu novo artigo, Samanta Fonseca conta sua experiência e dá dicas para gestantes (Foto: Divulgação)

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* Quem me conhece há mais tempo sabe que em fevereiro deste ano descobri que estou grávida. Nós não esperávamos ter um filho agora, apesar de termos planos de ter um bebê. Apesar de não ter sido planejado, a notícia foi recebida com muito amor e carinho, afinal, sabíamos que cedo ou tarde poderia acontecer.

Um mês depois de receber a notícia, logo se instalou a quarentena no Brasil, e como temos visto, o número de casos confirmados e mortos vem subindo a cada dia. Talvez você não saiba, mas gestantes pertencem ao grupo de risco, e se eu posso te dar um conselho se você está grávida, é: fique em casa o máximo que puder.

Como recomendado pela minha saúde e pela saúde do bebê, os treinos de Jiu-Jitsu estão suspensos. Só poderei voltar a treinar algum tempo depois do parto, e ainda com algumas recomendações médicas. Como ainda estou na gestação, não há muito o que fazer além do básico mesmo: alimentação balanceada, dormir bem, descanso em dia e algumas atividades mais leves, como caminhada ou prática de Yoga.

Eu conversei com algumas mulheres praticantes de Jiu-Jitsu e a maioria contou que nos três primeiros meses não é indicado fazer nenhum tipo de atividade física, pois nessa fase, o bebê ainda está em processo de formação: ou seja, órgãos importantes como coração, coluna vertebral, pulmão e outros estão sendo gerados, e por isso a mãe deve estar em repouso o máximo que conseguir.

Após o terceiro mês, é normalmente liberado alguma atividade física leve, como caminhada ou hidroginástica. Porém, com as academias fechadas e a quarentena rolando, o mais indicado é ficar em casa e treinar do jeito que puder, fazendo alongamentos ou praticando em aulas online de yoga, por exemplo.

A gravidez, por si só, já traz um turbilhão de sentimentos por conta dos hormônios que ficam em ebulição. Eu fico mais sensível, choro por qualquer coisa, às vezes fico irritada, triste, enfim. E com essa quarentena ainda, “trancada” dentro de casa, parece que a coisa se intensifica!

E para me ajudar nisso, eu tenho feito de maneira mais frequente o que já fazia antes: técnicas de respiração, terapia e meditação. Tudo isso me ajuda a me manter mais centrada e firme de que tudo isso é uma fase, e que se cada um fizer a sua parte, ficando em casa e respeitando as medidas de higiene, tudo ficará bem.

Toda vez que fico aflita por pensar nas pessoas que estão internadas ou morrendo, eu começo a pensar no quão afortunada eu sou por ter um lar, um trabalho que me permite ter renda em casa, comida suficiente para manter a mim, meu esposo e meu bebê e, mesmo online, tenho profissionais à minha disposição para o que eu precisar. Eu só saio para fazer os exames de rotina e consultas de pré natal porque preciso mesmo fazer, afinal, cada mês da gestação precisa ser acompanhado de perto pelo médico obstetra.

A mensagem que quero deixar pra quem estiver passando por essa fase e estiver gestante, é: tenha calma e fé! Faça a sua parte, mantenha sua saúde física e mental em dia, que em breve tudo isso vai ficar no passado. Não sairemos as mesmas pessoas depois dessa pandemia e seria muito estranho se fôssemos as mesmas. Ajude quem precisa e se estiver ao seu alcance. Conecte-se com notícias boas pela sua saúde mental, de maneira a não ignorar o que acontece no entorno.

Se cada um fizer a sua parte, logo logo teremos vencido mais essa luta. Afinal, não é isso que fazemos todos os dias no tatame? Nós lutamos.

* Por Samanta Fonseca

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