Coluna da Arte Suave: não reclame, continue lutando; a segunda parte do artigo sobre ‘finalizações polêmicas’

Publicado em 15/05/2020 por: Mateus Machado
Coluna da Arte Suave: não reclame, continue lutando; a segunda parte do artigo sobre ‘finalizações polêmicas’ Em seu novo artigo, o professor Luiz Dias voltou a falar sobre as finalizações polêmicas (Foto reprodução)

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* Recebi vários e-mails sobre o meu último artigo. Alguns concordando, mas outros discordando do meu ponto de vista, criticando minha opinião por aceitar treinar com lutadores que aplicam chaves de pé, chave de joelho e/ou mão de vaca. 

Bem, agradeço aos que me escreveram concordando. Acho que estamos no caminho certo. Lutar sempre. Mas prefiro escrever hoje refletindo sobre as opiniões dos leitores que discordaram de mim. Bom, acho que lutar é estar pronto para tudo. “Si vis pacem parabellum”. Se você treina Jiu-Jitsu, com ou sem quimono, tem que estar pronto para tudo, inclusive treinando a Defesa Pessoal. Se você treina Jiu-Jitsu, competidor ou não, seu professor ensina ataques e defesas, como também as regras do Jiu-Jitsu como esporte. 

Então, se você treina ciente das regras e finalizações permitidas, tem de aceitar as regras. Transforme esse sentimento de que não é certo, ou qualquer outro parecido, como um grau a mais de dificuldade ou risco para fazer seu Jiu-Jitsu evoluir. Talvez aumente sua margem de segurança. A chave vai começar a ser aplicada, então dê os tapinhas. Respira fundo, corrija seu erro e volte a lutar. Eu, pelo menos, penso assim. Normalmente não aplico chaves de pé ou de joelhos, mas não me incomodo nem um pouco quando lutando tentam me finalizar assim, afinal, fazem com que eu fique atento e puxe meu Jiu-Jitsu para cima. 

Acho que o caminho contrário irá restringir, diminuir o Jiu-Jitsu. Ficar na zona de conforto não creio que me fará progredir. Você pode encaixar a chave e ir dando pressão, e quem estiver sofrendo a chave, pode tentar defender ou simplesmente bater. Ganhar ou perder, finalizar ou ser finalizado, são os dois lados da mesma moeda. Como querer competir ou fazer treinos sem estar atento ao ataque e defesa desses golpes? É tão importante, como a Defesa Pessoal, temos de saber defender chutes, socos e cotoveladas em pé ou no chão. Se acontecer algo na rua, como se defender? Vai falar o que para o agressor, que garrafada não vale? 

Creio que o pensamento correto é treinar todas as possibilidades de ataques e defesas, se você não as utiliza por opção pessoal, tudo bem, um direito seu. Mas você tem de saber aplicar e saber se defender. E treinar condicionando seus reflexos para todas as formas de ataque. Quando sou finalizado com uma chave de pé, eu não critico meu oponente. Fico pensando onde errei que permitiu que encaixasse o golpe e tento não repetir mais o erro. Acredito que temos de estar prontos para tudo que é permitido pelas regras no Jiu-Jitsu esportivo, mas se aplicamos todas as finalizações permitidas, é uma opção pessoal de cada um. 

Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o http://www.geracaoartesuave.com.br/. Oss!

* Por Luiz Dias

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