Doutor em Engenharia Biomédica opina sobre reabertura das academias e alto custo para materiais de higienização

Publicado em 29/05/2020 por: Yago Redua
Doutor em Engenharia Biomédica opina sobre reabertura das academias e alto custo para materiais de higienização Doutor em Engenharia Biomédica, Felipe Teixeira opinou sobre a reabertura das academias (Foto reprodução)

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* Mestre e doutor em Engenharia Biomédica pela COPPE/UFRJ, Felipe Teixeira destacou em entrevista à TATAME que é importante as pessoas manterem uma atividade física durante o isolamento social por questões de saúde, tendo o suporte de um professor de Educação Física como supervisor para indicar os exercícios mais apropriados para cada indivíduo. No entanto, afirmou que não concorda com a reabertura das academias no atual cenário da pandemia no Brasil – que já se aproxima da marca de 450 mil casos oficiais e mais de 26 mil mortes por Covid-19.

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“O controle em ambientes de academia, principalmente de lutas, deverá ser muito rigoroso, para reduzir as chances de transmissão do vírus. Entretanto, essa realidade ainda parece muito distante da maioria das academias. Não se pode desconsiderar que estamos em uma nova dinâmica comportamental, que não representa um costume de regras rotineiras para a população em geral. Por outro lado, a falta de controle pode ser altamente danoso, permitindo o agravamento dos casos de contaminação e consequentemente, morte. Sendo assim, o mais interessante para começar a pensar em abrir as academias seria aguardar um momento de maior estabilidade e controle do número de casos da doença”, disse Felipe, que completou:

 “Outro fato relevante é o custo que a manutenção e limpeza do espaço vai acarretar. Para que se mantenha o local de treino e os objetos esterilizados, será preciso um profissional para a realização da limpeza e a reposição constante do material utilizado. Além disso, os treinos deverão ter um número limitado de alunos por horário, o que naturalmente reduziria o número de pagantes de mensalidade, afetando na renda mensal do dono do estabelecimento. Assim, faz-se necessário analisar a relação custo-benefício da abertura das academias de luta, levando em consideração o aumento da possibilidade de transmissão do vírus, algo que afeta não só os alunos que da academia, mas também a população num todo”.

Neste mês de maio, Jair Bolsonaro, presidente da República, assinou um decreto permitindo a reabertura das academias, mas 18 estados e o Distrito Federal foram contra. O Superior Tribunal Federal estabeleceu que as políticas de saúde relacionadas ao novo coronavírus seriam decididas por estados e municípios. Até o momento, apenas o Rio Grande do Sul e Santa Catarina autorizaram o retorno das escolas de artes marciais.

* Por Yago Rédua

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