Jovem faixa-preta da Alliance comenta mudança de Manaus para São Paulo em busca do sonho de ser campeã mundial

Publicado em 23/05/2020 por: Diogo Santarém
Jovem faixa-preta da Alliance comenta mudança de Manaus para São Paulo em busca do sonho de ser campeã mundial Faixa-preta de Fábio Gurgel, Brenda Larissa vem se destacando no circuitou da AJP Tour (Foto reprodução Instagram)

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* Aos 21 anos, a faixa-preta Brenda Larissa é uma das grandes promessas do Jiu-Jitsu feminino nacional. Natural de Manaus (AM), celeiro de campeões da arte suave, a jovem começou no esporte aos 10 anos, por influência dos irmãos, e desde então nunca mais parou.

Em entrevista à TATAME, a lutadora, que hoje mora em São Paulo, onde trabalha na matriz da Alliance – equipe que também representa -, falou sobre o começo da sua trajetória, mudança para SP e objetivos.

“Eu comecei depois de ver meus irmãos treinarem, eles ganhavam medalhas, e isso despertou em mim o interesse de treinar também. Iniciei no Jiu-Jitsu aos 10 anos, no interior de Manaus. Aos 12 conheci o projeto social do Melqui Galvão, foi quando ele me incentivou a competir e de lá pra cá conquistei os principais títulos nacionais e internacionais, como Brasileiro e Mundial”, relembrou Brenda, que prosseguiu:

“Minha família super me apoia, e minha mãe me apoiou também quando eu decidi morar fora (ir de Manaus para São Paulo) para viver do Jiu-Jitsu. As dificuldades foram só pra me adaptar à rotina. Tive que aprender a viver sem depender de pai e mãe, criei uma maturidade para conviver com outras pessoas, seguindo sempre uma rotina de treino, trabalho, competições e viagens. Tudo em prol dos meus objetivos”.

Dona de importantes títulos nas faixas colorias, Brenda Larissa agora sonha em ser campeã mundial como faixa-preta. O plano, infelizmente, não poderá ser posto em prática em 2020 por conta do adiamento do Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF em virtude da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

“Atualmente eu estou focada em competir, quero ser campeã mundial na faixa preta e, futuramente, quem sabe dar aulas de Jiu-Jitsu. Para isso, faço um treino de Jiu-Jitsu de segunda a sexta-feira, três vezes preparação física e ainda dou aula na academia de segunda a sábado, para as classes infantil, de mulheres e iniciantes. Eu consigo dividir bem o tempo para poder fazer tudo. É um pouco cansativo, mas vale a pena”.

Sobre o cenário do Jiu-Jitsu feminino, a faixa-preta vê evolução ao longo dos últimos anos, porém, na sua opinião, ainda existe uma longa estrada até o patamar desejado, de igualdade entre homens e mulheres.

“O Jiu-Jitsu feminino cresceu muito, hoje tem várias meninas nas competições, algumas premiações já são iguais para homens e mulheres. E eu acredito que só vai evoluir cada vez mais. Por outro lado, sempre tem alguma coisa para melhorar, seja no treino, preparação física ou nos patrocínios”, encerrou Brenda.

* Por Diogo Santarém

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