Renata Marinho conta como o Jiu-Jitsu a ajudou a superar trauma de agressões: ‘Mudou minha vida’

Publicado em 19/05/2020 por: Diogo Santarém
Renata Marinho conta como o Jiu-Jitsu a ajudou a superar trauma de agressões: ‘Mudou minha vida’ Renata Marinho falou sobre superação e início da sua trajetória na arte suave (Foto reprodução)

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* Natural de Uberlândia, em Minas Gerais, a hoje faixa-preta Renata Marinho conheceu o Jiu-Jitsu após passar por dois traumas em sua vida. Em entrevista à TATAME, a lutadora contou sobre o período difícil, ressaltando a importância da arte suave em sua volta por cima.

“Eu sofri com muita agressão física do meu primeiro namorado, e depois que terminei, meu segundo namorado tentou me matar, então precisei dar um ‘sumiço’, pois estava sendo perseguida. Quando tudo acalmou, procurei a academia mais perto de casa, eu já tinha feito Muay Thai, gostava de artes marciais, e lá conheci o Jiu-Jitsu. Foi quando tudo começou a mudar”, relembrou Renata, que seguiu: “O Jiu-Jitsu mudou a minha vida. Trouxe valores que eu tinha perdido como autoconfiança, autoestima, força e coragem”.

Desde então, Renata acumulou títulos na arte suave, sendo campeã mundial e do Brasileiro, entre outras importantes vitórias nas faixas coloridas. Porém, segundo ela, não foi suficiente para afastar julgamentos.

“Na época (das agressões) eu já praticava Muay Thai, mas mesmo assim não seria capaz de reagir. Quando tudo acontece, é inexplicável, e ninguém tem o direito de julgar o motivo de eu ter feito isso ou aquilo, uma vez que não estava na minha situação. Convivi muito tempo com os julgamentos”, desabafou a faixa-preta.

Pedido de união entre as mulheres

Se o Jiu-Jitsu feminino tem crescido, com mais mulheres competindo e algumas premiações iguais para o masculino e feminino, a união entre elas ainda é algo que pode – e deve – melhorar na opinião de Renata.

“Começa pelos treinos, as meninas precisam se unir, mas quando digo unir, eu quero dizer na prática, e não somente em palavras. Precisamos de mais meninas juntas, entender que o mérito de uma não diminui o da outra, e que isso é fundamental para melhorarmos os treinos entre mulheres. Nos torneios podemos perceber o aumento do número de meninas interessadas em competir, estamos indo no caminho certo, mas ainda tem muito pela frente”, afirmou a mineira, representante da equipe Alliance.

“O Jiu-Jitsu me deu direcionamento, eu sou feliz com o que faço. Gosto de acordar todos os dias e batalhar pelas minhas coisas, sem esperar nada chegar até minhas mãos. Tenho como projeto me aperfeiçoar sempre nas competições, buscando minhas metas e levando melhorias para os meus alunos. Quero muito estar perto dos meus alunos, acompanhar toda a evolução deles, dentro e fora dos tatames”, finalizou.

* Por Diogo Santarém

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