Sem lutar desde 2018, Thominhas revela animação com ‘ilha da luta’ e projeta retorno ao UFC: ‘Estou ansioso pra voltar’

Publicado em 20/05/2020 por: Diogo Santarém
Sem lutar desde 2018, Thominhas revela animação com ‘ilha da luta’ e projeta retorno ao UFC: ‘Estou ansioso pra voltar’ Thominhas Almeida está há 24 meses sem lutar e não vê a hora de retornar ao octógono (Foto reprodução)

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* Dia 20 de janeiro de 2018. Essa foi a data em que Thominhas Almeida pisou pela última vez no octógono do UFC, quando acabou superado por Rob Font. Desde então, o brasileiro conviveu com lesões, em especial um descolamento da retina, no início do ano passado, justamente no último mês da sua preparação para enfrentar Cory Sandhagen.

Na ocasião, Thominhas estava em Las Vegas (EUA), onde treinava no Instituto de Performance do UFC, mas retornou ao Brasil para realizar a cirurgia na vista. Agora 100% recuperado, o lutador paulista – que já foi considerado uma das principais promessas do peso galo, com 22 vitórias e três derrotas no cartel – conversou com a TATAME e reforçou seu desejo de retornar o quanto antes.

“Me sinto muito bem, recuperado desde o ano passado e 100% apto para voltar a lutar. Estava planejando o meu retorno para o dia 9 de maio, quando teoricamente seria o UFC São Paulo, mas infelizmente com a pandemia não deu certo, então eu sigo esperando”, contou o atleta de 28 anos, que prosseguiu:

“Esse tempo todo afastado, eu usei ele para crescimento, reflexão, melhorar em outras áreas, sempre buscando evoluir. O desafio de me superar para ser um melhor atleta é o que me motiva. Estou muito ansioso para retornar, não vejo a hora. Queria voltar logo, mas agora com a pandemia, vamos ver”.

Depois de ver seus planos para retornar no UFC São Paulo irem por “água abaixo”, Thominhas agora espera entrar em ação na “ilha da luta” prometida por Dana White, presidente do UFC, que está sendo projetada para que lutadores de fora dos Estados Unidos possam atuar durante a pandemia do novo coronavírus.

“Quero muito lutar, não tenho medo de voltar durante a pandemia. Confio no UFC, sei que eles vão seguir todas as normais de segurança, até mais. Eles prezam muito pela segurança dos atletas e funcionários, por isso que eles são o número 1. Fiquei sabendo dessa ‘ilha da luta’, o Dana White fez uma videoconferência explicando como vai ser, para confiar nele que essa ‘ilha da luta’ é verdadeira e ele planeja botar os lutadores estrangeiros lá. Isso me deixou muito ansioso, comecei até a treinar mais forte. Vi uma luz no fim do túnel, então me deu uma motivação a mais. Estou focado e, se der tudo certo, quero voltar na ‘ilha da luta'”, disse.

 

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Excelente treino de Jiu Jitsu hoje com meus manos // Great grappling training today with my homies

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Confira outros trechos da entrevista com Thominhas:

– Instituto de Performance do UFC e evolução do seu jogo

Eu evolui em tudo. MMA é um esporte que tem muitos fatores, você precisa trabalhar trocação, Wrestling, Jiu-Jitsu, tudo de certa forma, então é importante você acompanhar a evolução do esporte. O nível é cada vez mais alto, e essa viagem para os Estados Unidos foi uma experiência boa, sai da minha zona de conforto.

– Importância do lado psicológico no período sem lutar

No começo é muito ruim, porque a gente quer lutar, mas não pode. Porém, isso é uma realidade do atleta, em todos os esportes, encarar alguma lesão ou algo que tira a gente do nosso objetivo momentaneamente. Então, é ter a cabeça do lugar, e principalmente paciência. Algo que eu aprendi a ter, ser mais paciente, e isso me tornou um lutador e um homem melhor. Tenho certeza que a minha hora vai chegar.

– Treinamentos durante a pandemia do novo coronavírus

Mudou tudo (durante a pandemia), né. A gente não pode juntar o grupo mais, muitas academias fechadas, difícil arrumar treino, mas eu estou fazendo o que dá. Não posso me dar ao luxo de ficar parado, voltar é sempre mais difícil, então ficar sem treinar é algo que está fora de cogitação. Às vezes pego um parceiro para treinar, ou então corro na rua, faço minha preparação física ao ar livre, o que não posso é ficar parado.

* Por Diogo Santarém

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