* Uma estreia perfeita. Assim pode ser resumida a primeira luta de Rodrigo “Zé Colmeia” pelo Ultimate, que ocorreu em maio. Com uma grande atuação, o brasileiro utilizou seu Jiu-Jitsu e, no segundo round, finalizou Don’Tale Mayes com um justo mata-leão, mantendo sua invencibilidade no MMA, agora com oito vitórias – sendo seis delas por finalização. Após brilhar no reality show “Contender Series”, capitaneado por Dana White, o peso-pesado de 27 anos ganhou moral com a boa atuação em seu debute no UFC e, em entrevista à TATAME, garantiu que não se sentia pressionado ou nervoso com o fato de atuar pela primeira vez na maior organização de MMA do mundo.

“Eu achava que já tinha estreado pelo UFC, já tinha isso na minha mente, porque eu lutei o Contender Series (reality show do UFC) ano passado, então eu já estava com isso, não tinha pressão e nem nada dentro de mim. Eu acho que mostrei tudo o que eu queria mostrar nessa luta contra o Don’Tale Mayes. O Dana White disse que queria ver mais sobre mim, então acho que agora ele viu (risos)”, celebrou o mineiro, que também comentou sobre sua preparação na American Top Team em meio à pandemia global do coronavírus.

“As principais mudanças foram, lógico, em relação aos cuidados… Tomar banho sempre, a gente já tomava antes (risos), então foi só continuar. Foi complicado no começo, porque as turmas eram de, no máximo, 10 alunos por turma, e você poderia treinar com seu parceiro de treino só em horário marcado. Eu continuei treinando, me preparando, mas acho que essa foi a maior dificuldade. Quem não tinha contrato, luta fechada, infelizmente, não podia treinar, então certamente essa foi a principal dificuldade para muita gente”, relatou Rodrigo, que também elogiou a estrutura montada pelo Ultimate para retomar suas atividades e, consequentemente, manter seus atletas seguros e isolados para poderem lutar.

“O UFC testava a gente todos os dias, assim como a USADA. Verificaram nossa temperatura a todo instante, nós éramos obrigados a isso, tanto para verificar temperatura quanto à testagem para o coronavírus. Eles agiram muito bem e isso vai servir como exemplo para outros eventos. Não é algo barato, fiquei sabendo que o UFC comprou cerca de 1.500 testes, então isso demanda planejamento, logística, gastos. Não é fácil. Parabenizo à organização por tornar isso possível e fazer com que a gente (atletas) continue trabalhando”.

Ciente de que seu futuro é promissor na categoria peso pesado do UFC, Rodrigo Zé Colmeia vem trabalhando em todas as áreas possíveis para atingir um nível ainda maior em suas próximas lutas na organização. No entanto, o lutador não esconde que seu carro-chefe é o Jiu-Jitsu, tendo em vista que ele já finalizou seis adversários em suas oito vitórias no MMA. Com cinco finalizações consecutivas, o casca-grossa falou sobre os treinos que vem realizando na arte suave e a atenção cada vez maior ao Wrestling na renomada equipe ATT, que conta com inúmeros atletas de alto nível, incluindo campeões do Ultimate.

“Eu tenho treinado muito Jiu-Jitsu, então a gente dá uma atenção especial. Treino muito com o coach Marcos Parrumpinha, a gente faz muito drill, trabalhamos os melhores golpes para o meu biotipo, entre outras coisas. Sempre gostei muito de Jiu-Jitsu e isso explica o alto número de finalizações no meu cartel. Estamos sempre trabalhando para evoluir na arte suave e também no Wrestling, procurando estar afiado em todas as áreas”, revelou Rodrigo, que por fim, projetou seus planos para 2020 e deixou claro que, em sua próxima luta, pretende enfrentar o americano Chase Sherman, que vem embalado por quatro vitórias no UFC.

“O plano número 1 para 2020 é entrar no Top 15 da categoria, então eu pretendo fazer mais uma duas ou três lutas, vencer, e aí acredito que ficarei ranqueado. Sobre adversário, sem dúvida nenhuma, seria o Chase Sherman. É um cara que vem de quatro vitórias seguidas, é uma luta boa para mim, um cara duro, mas um jogo que encaixa com o meu. Seria um prazer lutar contra ele, com certeza”, concluiu o brasileiro.

* Por Diogo Santarém