Coluna da Arte Suave: não acredite em sorte, acredite em treino e trabalho duro; leia o artigo e opine

Publicado em 12/06/2020 por: Mateus Machado
Coluna da Arte Suave: não acredite em sorte, acredite em treino e trabalho duro; leia o artigo e opine Em seu novo artigo, Luiz Dias fala sobre a importância do treino e da prática (Foto: Ilan Pellenberg)

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* Nesses tempos de pandemia, o mundo do Jiu-Jitsu ficou muito online, revisitando vídeos mais antigos, vendo vídeos novos, tanto de campeonatos como de posições, e por vezes, das histórias do Jiu-Jitsu. Mas ontem, um amigo me mandou um vídeo em que um lutador em pé dá uma “estrela” ou “Aú” da Capoeira e pega as costas do seu oponente. Movimento inesperado, mas foi naquele momento inesperado. E então alguns amigos curtiram e outros não valorizaram muito, dizendo ter sido sorte. 

Eu creio que não foi sorte. Foi o resultado de muito treino e estratégia para aplicar no momento certo. Deve ter treinado muito em sua academia para ter a confiança de fazer na competição. Não creio em sorte, acredito em treinamento, acredito no foco do lutador, acredito no seguinte princípio: quem treina alcança seus objetivos, mais cedo ou mais tarde. Classificar como “sorte” é jogar todo o tempo e energia que aquele lutador pensou, testou e treinou para usar ali. 

A surpresa faz parte da arte da guerra. Fazer o inesperado, achei muito maneiro o que ele fez. Creio que voltamos a um assunto já falado, ele saiu da sua zona de conforto e arriscou.  Arriscar faz parte. Pode, certamente, te levar à vitória ou a derrota. Mas acho importante, desafiador e muito instigante arriscar. Testar a possibilidade de novos movimentos ou soluções para aquela situação. 

Quando treino, eu tento e arrisco. Às vezes me dou bem, outras vezes não e sou até finalizado, mas fico pensando nos resultados. Se vale a pena tentar mais, mudar algum detalhe da movimentação e insistir até ver o que acontece. Acredito que, assim, o treino toma outra dimensão. Sua mente fica aberta à novas possibilidades. Perder, infelizmente, acontece. Não acredito que para alguém seja indiferente ganhar ou perder. Mas perder num treino, experimentando novos movimentos ou golpes, fazem parte do treino de um lutador. 

Aquele lutador que te pegou ou interceptou o movimento está sendo de grande ajuda, pois está te mostrando onde e como você não está fazendo corretamente o movimento ou a tempo. Então, nessa volta aos treinos, vamos nos propor a desafios, buscar inovações em nossas rotinas. Superar e inovar em nossas finalizações. Acredito que esse seja o caminho da evolução do Jiu-Jitsu de cada um de nós. Não acredito em sorte na luta, acredito em treino, em garra, vontade de vencer e em superar nossos limites. 

Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o http://www.geracaoartesuave.com.br/. Oss!

* Por Luiz Dias

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