Com ‘incertezas’ sobre o futuro pós-pandemia, academia do Mestre Fernandes completa 17 anos em Miguel Pereira

Publicado em 18/06/2020 por: Yago Redua
Com ‘incertezas’ sobre o futuro pós-pandemia, academia do Mestre Fernandes completa 17 anos em Miguel Pereira Foto relembrando uma das comemorações de aniversário da academia (Foto arquivo pessoal)

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Uma das grandes referências do Jiu-Jitsu em Miguel Pereira, o Mestre Fernandes Simplício completou, nesta semana, 17 anos à frente da sua academia na cidade localizada no interior do Rio de Janeiro. À TATAME, o casca-grossa, que tem uma longa história na arte suave, contou que fica feliz em olhar para trás e perceber que contribuiu na vida de muitas pessoas durante este período.

“Fico extremamente feliz em ter participado ativamente da vida de cada um que escolheu se juntar a nós. Formamos, por muito tempo, uma grande família, e vibramos com as conquistas individuais de cada um, porque nosso Jiu-Jitsu vai muito além dos tatames. Aqui praticamos sempre o ensinamento da disciplina, do respeito, da valorização da família, da amizade e dos estudos da arte”, disse o Mestre.

Apesar da data comemorativa, o momento não é de celebração. Por conta da pandemia do novo coronavírus, as academias precisaram ser fechadas no começo de março. Fernandes relatou uma mistura de sentimentos entre o aniversário e a crise sanitária: “Quem me conhece, sabe que sou um Mestre festeiro, o churrasqueiro! Não poder comemorar pessoalmente com meus atletas é realmente triste, pois passamos por muitas histórias ao longo desses anos. Reunir atletas, pais, avós, tios, patrocinadores, enfim, todos aqueles que se fazem presentes no nosso dia a dia, realmente faz uma grande falta”, afirmou.

O reflexo da crise vai além, e o Mestre relatou que sua academia está “sem atividade” e com dificuldades para manter as aulas online – recurso que vem sendo utilizado nos últimos meses. Além disso, contou que poucos alunos conseguiram manter a mensalidade em dia, sofrendo um grande impacto financeiro.

Fernandes também opinou sobre o retorno das academias pós-pandemia: “Infelizmente, o futuro ainda é muito incerto. Não sabemos se será possível manter as aulas na atual sede ainda, por questões financeiras. Estamos na torcida para que essa situação tão triste, que acometeu tanta gente, acabe logo. Aprendemos no Jiu-Jitsu que para todo golpe há uma defesa. Procuramos levar esse ensinamento para a vida, e portanto, ao encontrar obstáculos, saber superá-los também nos torna um verdadeiro praticante de Jiu-Jitsu”, concluiu.

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