Gilbert Durinho rebate provocação do ‘pela saco’ Nate Diaz e prevê pancadaria contra Usman; confira

Publicado em 24/06/2020 por: Mateus Machado
Gilbert Durinho rebate provocação do ‘pela saco’ Nate Diaz e prevê pancadaria contra Usman; confira Gilbert Durinho estava escalado para disputar o cinturão dos meio-médios (Foto reprodução YouTube UFC)

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* Gilbert Durinho batalhou, demorou, mas alcançou seu primeiro grande objetivo no MMA. Embalado por seis vitórias consecutivas, sendo duas delas este ano – sobre Demian Maia e Tyron Woodley -, o brasileiro chegou à tão sonhada disputa de cinturão na categoria meio-médio, e no dia 11 de julho, pela luta principal do UFC 251 – na estreia da “ilha luta” em Abu Dhabi -, vai enfrentar o atual campeão Kamaru Usman. O lutador de Niterói (RJ), juntamente com José Aldo, que disputará o cinturão peso-galo contra Petr Yan no mesmo card, pode fazer com que o Brasil tenha novamente um campeão masculino no Ultimate desde 2017.

A partir do momento em que subiu do peso leve para o meio-médio, Gilbert Durinho viu sua carreira atingir um outro nível. Mais forte fisicamente, passou a ter performances dominantes, evoluiu na luta em pé – aliando à sua excelência no Jiu-Jitsu – e se tornou mais ativo. Em 2019, foram três combates realizados, e em 2020, depois de já ter lutado em março e maio, o faixa-preta vai para o seu terceiro compromisso, sendo este o mais importante da sua carreira. Em entrevista à TATAME, o casca-grossa falou sobre o que motivou sua ida para a categoria até 77kg, uma troca que mudou de vez o rumo da sua trajetória no MMA.

“Tiveram duas pessoas que foram cruciais nessa mudança de peso. Primeiro, foi a Bruna, minha esposa, que falou: ‘Olha, tá na hora de subir de categoria, você não tá treinando igual está lutando, se matando para bater o peso, está na hora de subir’. Quando fui falar com meu nutricionista, Marcelo Ferro, ele disse a mesma coisa. Então falei com meu empresário, treinadores e, depois, o UFC. A partir disso, os resultados começaram a aparecer de forma imediata. Comecei a ter performances mais parecidas com meu treino, não como antes (nos leves), que me matava para bater o peso e isso influenciava na performance”, relembrou.

O duelo pelo cinturão será contra um velho conhecido. Kamaru Usman, campeão meio-médio do Ultimate, vem de uma incrível sequência de 11 vitórias consecutivas e já foi parceiro de treinos – além de amigo pessoal – de Gilbert Durinho. No entanto, a partir do momento em que a porta do octógono se fechar, a amizade será deixada de lado, pelo menos enquanto durar o confronto de cinco rounds.

“Vai ser uma luta muito dura, a porrada vai comer mesmo. Prevejo uma luta intensa e de muita trocação, pancadaria (risos). Foi uma negociação bem rápida, graças a Deus. O Jorge Masvidal está evitando essa luta contra o (Kamaru) Usman, está dando a desculpa do dinheiro, mas está evitando claramente. O Leon Edwards também queria a luta há muito tempo e eu falei que lutava, apareceu a oportunidade de entrar pelo título e eu aceitei na hora, sem pensar duas vezes. Vai ser uma guerra de cinco rounds, a gente conhece muito o jogo um do outro. O Usman é um cara duro demais, que bate pesado. Acho que levo vantagem em alguns aspectos, ele em outros, e isso torna a luta muito equilibrada e interessante. Vai ser final de Copa do Mundo (risos), e eu estou me preparando demais para esse momento”, garantiu o brasileiro.

Confira outros trechos da entrevista com Gilbert Durinho: 

– Importante vitória sobre Tyron Woodley 

Foi uma luta dura, onde eu consegui fazer tudo o que eu queria… Queria colocar pressão, botar para baixo, e eu consegui fazer isso várias vezes. Ele é um cara difícil de lutar, porque tem aquela mão pesada, então tem que ficar ligado a luta inteira. Mas consegui duas boas quedas, dois knockdowns, balancei ele várias vezes com os golpes, chutei pra caramba. A estratégia era pressionar ele o tempo inteiro e ficar ligado com a mão direita dele, e foi o que consegui fazer. Fiquei muito feliz com essa vitória, que foi muito importante.

– Segredo para se manter mais ativo no UFC

Desde que eu comecei a ficar mais ativo, até antes disso, eu já vinha fazendo uma base muito forte de preparação física. Tenho meu preparador físico, o cubano Juan Carlos Santana, da IHP, com quem trabalho há mais de dois anos. Venho traçando vários objetivos durante o ano, de ganhar força quando não tem luta, estamos fazendo um trabalho muito forte. Também tenho um fisioterapeuta brasileiro, o Tom Freitas, que é um cara que me deixa ‘zerado’, faço sessão com ele duas/três vezes na semana. Ainda tenho um nutricionista e uma psicóloga, e me consulto com ambos sempre. Isso sem contar na minha equipe de MMA, meus parceiros e o Daniel Evangelista, que é meu principal treinador, lá de Brasília, com quem falo todo dia e ele coordena tudo o que vou treinar. Graças a todas essas pessoas eu venho nessa sequência.

– Resposta para a provocação do Nate Diaz

Eu acho que o Nate Diaz é um maconheiro pela saco. O cara tem muita derrota no cartel, perdeu para todo mundo, nunca ganhou título no UFC, está lá há anos e nunca ganhou nada. É um cara duro, ganhou do McGregor, mas perdeu depois para ele, também perdeu para o Rafael dos Anjos, para o Ben Henderson, Jorge Masvidal… É um cara que perde muito para falar o que ele fala. Tem várias lutas, mas muitas derrotas. Só começou a fazer dinheiro por causa do McGregor e agora o cara quer falar essas coisas. Eu recebi uma ótima bolsa, estou muito satisfeito com o que o UFC vai me dar para essa disputa de cinturão. A época desse cara já passou, então ele vai ficar falando besteira, como sempre, mas não vai a lugar algum.

– Ritmo de luta como ponto a seu favor

Tenho uma equipe que está me deixando muito pronto. Estamos trabalhando juntos para eu chegar no meu melhor no dia 11 de julho. Eu acabei de dar um pico (luta de cinco rounds contra Tyron Woodley), tive duas semanas de descanso e já voltei para um novo camp, então eu já estou numa ótima forma, justamente por essa sequência de lutas em 2020. Agora, é muita concentração na estratégia, na técnica, manter o gás que eu estou e descansar. Acho que vou chegar muito bem para essa disputa de cinturão.

– Sonho de ser campeão do UFC com o irmão

Estamos (eu e o Herbert) trabalhando para isso. Não ficamos falando muito sobre isso, afinal, a caminhada é longa, respeitamos os adversários, mas a gente sempre acreditou que vamos ser campeões no UFC. Agora não tem muito o que falar, é manter o trabalho e fazer história. Eu vou ser o primeiro e daqui a pouco ele.

– Chance de o Brasil ter um novo campeão

Toda luta tem a questão da responsabilidade, a pressão, tem tudo isso envolvido. Eu quero ser campeão e eu vou trabalhar nessa vontade. Eu estou com muita vontade de ser campeão, quero ser campeão e eu vou ser campeão. Vai ter que ser esse ano… Eu vou ser campeão mundial, vou trazer esse cinturão para o Brasil.

CARD COMPLETO:

UFC 251
Ilha de Yas, em Abu Dhabi (EAU)
Sábado, 11 de julho de 2020

Card principal
Kamaru Usman x Gilbert Durinho
Alexander Volkanovski x Max Holloway
Petr Yan x José Aldo
Jessica Bate-Estaca x Rose Namajunas
Paige VanZant x Amanda Ribas

Card preliminar
Jiri Prochazka x Volkan Oezdemir
Elizeu Capoeira x Muslim Salikhov
Danwan Henry x Makwan Amirkhani
Roman Bogatov x Léo Santos
Alexander Romanov x Marcin Tybura
Zhalgas Zhumagulov x Raulian Paiva
Vanessa Melo x Karol Rosa
Martin Day x Davey Grant

* Por Mateus Machado

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