Hexacampeão mundial, Lucas Lepri comenta doping no Jiu-Jitsu e pede maior rigor: ‘Nosso esporte precisa ser limpo’

Publicado em 15/06/2020 por: Diogo Santarém
Hexacampeão mundial, Lucas Lepri comenta doping no Jiu-Jitsu e pede maior rigor: ‘Nosso esporte precisa ser limpo’ Lucas Lepri se tornou hexacampeão mundial de Jiu-Jitsu em 2019 (Foto IBJJF)

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* Hexacampeão mundial de Jiu-Jitsu pela IBJJF, Lucas Lepri é considerado por muitos o maior nome da história do peso leve. Visto como um exemplo dentro e fora dos tatames, o faixa-preta da Alliance abordou alguns assuntos polêmicos em entrevista à TATAME durante uma live no Instagram. O primeiro deles foi, inclusive, se Lepri realmente se vê no topo da categoria.

“O meu maior objetivo no Jiu-Jitsu sempre foi quebrar o recorde do peso leve, então eu batalhei para isso e consegui quebrar o recorde em 2017, quando conquistei meu quarto título. Depois, eu ganhei de novo em 2018 e 2019, me tornando hexa. Vi meu sonho virar realidade, cheguei no topo e, por isso, me considero, sim, o maior peso-leve”, apontou Lucas, que viveu um dos momentos mais marcantes da sua carreira no ano passado, ao vencer o Mundial e subir no pódio para receber a medalha com sua filha recém-nascida.

“Em 2018 eu ganhei (o Mundial), mas minha esposa ainda estava grávida, então fiquei com esse pensamento para 2019, eu no pódio com ela (minha filha), seria demais, e comecei a treinar focado nisso, visualizando eu e ela no pódio. Com certeza foi o que me deu força para triunfar”, relembrou o faixa-preta, de 35 anos.

Um dos principais críticos do doping no Jiu-Jitsu, Lucas Lepri também falou sobre o tema, visto por muitos como um “tabu” dentro do esporte. Citando o ADCC – um dos poucos títulos que o faixa-preta brasileiro não conquistou – como exemplo, ele pediu por um esporte mais “limpo” e “transparente”, e opinou.

“Ano passado eu treinei tanto para o ADCC, que tive ‘overtraining’. Eu treino muito Wrestling, foco nas áreas que preciso melhorar, e aí muitas vezes acabo passando do ponto. É um evento duro, que com certeza ainda falta (no meu currículo), mas vamos ver se vou em busca em 2021. Tomara que eles entrem com controle de doping, testar todos os atletas, porque tem uns caras que dois meses antes do ADCC estão de um jeito, e na hora do evento aparecem totalmente diferente. Para quem luta limpo, é frustrante”, apontou:

“Tem que evoluir (controle de doping no Jiu-Jitsu). É um esporte que tem criança, família, então precisa ser algo limpo. Você não pode lutar drogado, dopado, tem que ser algo saudável. Acho que isso é um tabu, mas em qualquer esporte que não exista controle, as chances de se doparem é muito maior”, completou Lepri.

Confira abaixo o vídeo da entrevista completa com Lucas Lepri:

* Por Diogo Santarém

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