Philipe Lins ‘vira a página’, analisa novo desafio no UFC, mas discorda de decisão dos árbitros em estreia: ‘Venci o Arlovski’

Publicado em 27/06/2020 por: Mateus Machado
Philipe Lins ‘vira a página’, analisa novo desafio no UFC, mas discorda de decisão dos árbitros em estreia: ‘Venci o Arlovski’ Philipe Lins avaliou estreia e próxima luta pelo UFC, neste sábado (Foto Reprodução/Instagram/@philipelins)

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* Ex-campeão da PFL, onde faturou US$ 1 milhão ao vencer o GP dos Pesados da organização, Philipe Lins foi contratado pelo Ultimate e fez sua estreia em maio, diante do experiente Andrei Arlovski, em luta que durou três rounds, onde no final, os árbitros decretaram a vitória do bielorrusso por unanimidade. Pouco mais de um mês depois, o potiguar retorna ao cage da organização, onde, neste sábado (27), será o único brasileiro em ação no card do UFC on ESPN 12, onde enfrentará Tanner Boser na estrutura do UFC Apex, situada em Las Vegas (EUA).

Com 34 anos e um cartel de 14 vitórias e quatro derrotas no MMA profissional, Philipe aprovou sua primeira luta pela maior organização de MMA do mundo. Embora tenha reconhecido que o nervosismo da estreia e o longo tempo inativo tenham influenciado em seu desempenho, o lutador considera que fez o necessário para sair vitorioso no duelo contra Arlovski, discordando claramente do julgamento dos árbitros ao final dos três rounds.

“Acredito que venci a luta, mas os juízes estão ali para julgar de formas diferentes e a gente está cansado de ver lutas onde um atleta vence, mas os árbitros dão a vitória para o outro lutador. Nesse um ano e meio que eu estava sem lutar, depois o fato de fazer a estreia pelo Ultimate, a ansiedade, tudo isso pesou um pouco na minha performance. No geral, acho que fui bem, lutei contra um grande nome, um cara que tem uma história dentro do evento, que já foi campeão e é muito experiente. Foi uma boa luta, eu só poderia ter sido um pouco mais agressivo, mais preciso nos golpes”, avaliou, em entrevista à TATAME.

No bate-papo, o peso-pesado brasileiro ainda falou sobre o fato de lutar pela segunda vez desde que o UFC retomou suas atividades em meio à pandemia do coronavírus, fez uma análise do seu adversário deste sábado e comentou também sobre alguns nomes brasileiros da sua categoria, como Rodrigo “Zé Colmeia” e Augusto Sakai.

Confira a entrevista com Philipe Lins: 

– Segunda luta desde o retorno dos eventos do Ultimate

Estou muito feliz de receber essas oportunidades. Acredito que, de forma geral, eu fiz uma boa luta e não me machuquei, então me recuperei rápido. Estavam procurando uma luta para o meu adversário e eu já estava pronto. É um prazer estar lutando mais uma vez e sempre procuro estar com a agenda cheia, lutas marcadas, porque a gente consegue treinar melhor, sabemos melhor o que fazer e cuidar melhor do nosso corpo.

– Ligação de empresário e treinos para o novo combate

Meu empresário me ligou oferecendo a luta e eu aceitei na hora. Já continuei meu treinamento, assisti bastante minha luta contra o Arlovski, para corrigir alguns detalhes, alguns erros. É um cara parecido, que também é da trocação, assim como o Arlovski, então a gente só ajustou algumas coisas. O treinamento, em sim, foi o mesmo e estamos prontos para mais um desafio.

– Estreia no UFC em duelo contra Andrei Arlovski 

Acredito que venci a luta, mas os juízes estão ali para julgar de formas diferentes e a gente está cansado de ver lutas onde um atleta vence, mas os árbitros dão a vitória para o outro lutador. Nesse um ano e meio que eu estava sem lutar, depois o fato de fazer a estreia pelo Ultimate, a ansiedade, tudo isso pesou um pouco na minha performance. No geral, acho que fui bem, lutei contra um grande nome, um cara que tem uma história dentro do evento, que já foi campeão e é muito experiente. Foi uma boa luta, eu só poderia ter sido um pouco mais agressivo, mais preciso nos golpes. Acho que fiz um bom combate, mas avalio que mostrei 60% do meu potencial nessa luta, se eu fosse um pouco melhor, conseguiria nocauteá-lo.

– Análise do adversário

É um peso-pesado que se movimenta bem, troca a guarda, bate de direita, de esquerda e chuta bem também. Minha estratégia mudou um pouquinho, talvez eu possa derrubar meu adversário para tentar pontuar, buscar a finalização se ele der bobeira. Mas eu sou um cara que confia muito na trocação, gosto de trocar porrada, então acredito que a maior parte da luta vai ser em pé, acho que dessa vez vou nocautear meu adversário e, quem sabe, ganhar o bônus de performance da noite.

– Experiência para lutar no UFC e análise da categoria peso-pesado 

Essa oportunidade veio na hora certa. Hoje sou um lutador mais focado, que consegue lidar melhor com essa pressão de lutar no maior evento do mundo. Me sinto bem e honrado pelos fãs jogarem essa responsabilidade em mim, porque faz com que eu fique mais focado, treine mais, que eu faça grandes lutas. Dentro da categoria, temos grandes nomes, essa galera que vem chegando bem, como o Rodrigo Zé Colmeia, o Augusto Sakai, que vem muito bem. Quero ir conquistando meu espaço aos poucos e, se pintar a oportunidade de lutar contra um cara mais ranqueado, um Top 15 ou Top 10, vou dar o meu máximo para crescer cada vez mais e, num futuro próximo, estar nas ‘cabeças’ junto com os melhores nomes da divisão.

CARD COMPLETO: 

UFC on ESPN 12
UFC Apex, em Las Vegas (EUA)

Sábado, 27 de junho de 2020

Card principal
Peso-leve: Dustin Poirier x Dan Hooker
Peso-meio-médio: Mike Perry x Mickey Gall
Peso-pesado: Gian Villante x Maurice Greene
Peso-médio: Brendan Allen x Kyle Daukaus
Peso-pesado: Philipe Lins x Tanner Boser
Peso-casado (68kg): Sean Woodson x Julian Erosa

Card preliminar
Peso-leve: Luis Peña x Khama Worthy
Peso-meio-médio: Takashi Sato x Jason Witt
Peso-palha: Kay Hansen x Jinh Yu Frey
Peso-pena: Jordan Griffin x Youssef Zalal

* Por Mateus Machado

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