Artigo: o momento em que a idade do lutador pode começar a causar ‘conflitos’ na mente; leia e deixe a sua opinião

Publicado em 31/07/2020 por: Mateus Machado
Artigo: o momento em que a idade do lutador pode começar a causar ‘conflitos’ na mente; leia e deixe a sua opinião Em seu novo artigo, Mônica de Paula fala sobre a questão da mente e idade (Foto: Reprodução/Instagram/@luizdiasbjj)

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* Devemos parar um pouco para fazermos uma reflexão sobre o tempo. Sabemos que tudo nesta vida tem seu início, meio e fim, e mesmo assim, estamos apegados a certos comportamentos do qual nos leva a pensar: de que forma vou encarar a velhice?

Quando a vida não é interrompida por algum acidente, o correto é crescer, envelhecer e morrer, pois esse é o caminho natural da vida. Mas quando não temos as mesmas disposições que tínhamos antes, quando os treinos não são rentáveis, e aí começam as comparações, e logo em seguida, o mal estar, pois sempre vai existir alguém mais jovem, mais ágil, treinando com o rendimento satisfatório e você pensando: como ficarei a daqui alguns anos.

As preocupações, as dores musculares e as marcas de expressões no rosto não surgem no espelho, pois temos uma grande dificuldade em perceber as alterações do nosso corpo, ou não queremos aceitar que a idade está chegando e saímos desesperados querendo fazer coisas das quais não nos compete mais.

Nota: O Brasil está envelhecendo rapidamente segundo os últimos dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa de vida do brasileiro cresceu 25,4 anos, de 1960 a 2010, indo de uma média de 48 anos para 73,4 anos de idade. Na ocasião da pesquisa (2010), o país possuía cerca de 19,4 milhões de pessoas com mais de 60 anos.

Este número se torna mais surpreendente se levarmos em conta que, em 20 anos, espera-se que haja duas vezes mais idosos do que o registrado em 2010. Um estudo feito nos Estados Unidos questionou pessoas com mais de 90 anos sobre o que eles acreditavam ser o fator mais importante responsável pela sua longa vida. Cerca de 30% relataram que acreditavam ser genética a razão disso, pois vinham de uma família na qual as pessoas viviam muito tempo. 20% disseram que a atividade física é que teve um papel fundamental; 19% afirmaram que atitudes positivas são, sem dúvidas, muito importantes. A religião e a espiritualidade ficaram com apenas 6% do crédito pela longevidade.

Muitos lutadores ou até mesmo professores de artes marciais irão se aposentar um dia, e que muitos deles rapidamente deverão se ocupar de algo para não correr o risco de depressão por inatividade. A falta dos treinos e da vida agitada nas academias e nos octógonos pode assinalar o início de um declínio do equilíbrio metabólico. O corpo reage de forma rápida e o envelhecimento se acentua em muito pouco tempo.

Acredito que hoje existam academias de artes marciais preocupadas com a reinserção de lutadores e professores aposentados, apresentando variadas opções de treinos, pois não se pode deixar o corpo e a mente parados.

Não podemos deixar o corpo mais jovem, porém, o cérebro sim! No final dos anos 90, dois cientistas, o médico indiano Paul E Dennison, PhD em Educação pela Universidade da Califórnia, e o professor de Neurobiologia e pesquisador da Duke University Medical Center, Lawrence Katz, desenvolveram uma série de exercícios para o cérebro chamados de “Neuróbica”. O nome sugere uma aeróbica para os neurônios e a base é simples: a neuróbica é uma forma dinâmica de exercícios para o cérebro, projetada, essencialmente, para deixá-lo mais ágil e saudável. 

Além das adaptações nas academias para os lutadores e professores aposentados, temos a “Neuróbica”, onde foram desenvolvidos vários tipos de exercícios que obrigam o cérebro a pensar de forma diferente do que estamos acostumados. Por isso, a neuróbica quebra rotinas básicas, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios no cérebro.

A redução das sinapses (Sinapse é uma região de proximidade entre um neurônio e outra célula por onde é transmitido o impulso nervoso), com o passar dos anos, vai limitando a velocidade de raciocínio e começaram a surgir falhas na memória das pessoas que não investiram bem em seu cérebro. A notícia boa é que se pode recuperar ou, em casos mais graves, evitar que esta perda continue progredindo de forma exponencial.

“Um rosto bonito vai envelhecer e um corpo perfeito vai mudar, mas uma bela alma será sempre uma alma bela”. Cora Coralina.

Referências 

  • KATZ. L& RUBIN, M. Mantenha seu cérebro vivo. Rio de Janeiro: Sextante, 2005.
  • Revista Psique, Quando a idade pesa na mente, Ano VI nº 81, pg. 25.

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Quem sou eu? Mônica de Paula Silva, também conhecida como Monica Lambiasi, é graduada em Pedagogia desde 2004. Concursada pela Prefeitura de Embu Guaçu – SP, atua há 13 anos como psicopedagoga clínica, área na qual é pós-graduada desde 2006. Em 2008 concluiu pós-graduação em Didática Superior, e em 2009 concluiu pós-graduação em Educação Especial e Educação Inclusiva. Já em 2017 concluiu pós-graduação em neuropsicopedagoga, e atualmente estuda psicanálise e neurociência. Também é escritora.

Contatos: WhatsApp (11) 99763-1603 / Instagram: @lambiazi03

* Por Mônica de Paula Silva

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