Coluna da Arte Suave: a importância de manter o respeito e a higiene nos treinos, principalmente em meio à pandemia

Publicado em 01/07/2020 por: Mateus Machado
Coluna da Arte Suave: a importância de manter o respeito e a higiene nos treinos, principalmente em meio à pandemia Em seu novo artigo, o professor Luiz Dias cita a importância da higiene no dojo (Foto reprodução)

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* Uma grande expectativa ronda nossa volta aos treinos, sejam treinos funcionais, treinos sem contato, treinos na forma de circuitos e até treinos online. Cada um em sua casa. Mas a grande vontade, eu acredito, é a volta do treino tradicional. A hora do treino livre, então, é uma das mais aguardadas. Acredito que ainda vai demorar para tudo se normalizar, mas certos cuidados já existem e sempre deveriam existir. 

Sabemos que existem diversas doenças causadas por vírus e bactérias, e que podem ser passadas em um treino. De uma simples gripe a uma conjuntivite, e por aí vai. De repente, pelo menos aparentemente, parece que só existe a Covid-19 como ameaça para esportes de contato. Creio que existem diversas outras doenças virais, bacterianas, epidérmicas e outras mais. Então, o respeito deve ser desde sempre, o fundamental, o básico, de manter o quimono limpo, por exemplo.

Quimono sujo, não quer dizer que você treina muito ou que é um casca-grossa. Para mim, demonstra que precisa melhorar seu asseio. Manter o quimono limpo demonstra também seu respeito ao companheiro de treino. Infelizmente, já escutei algumas vezes lutadores falando que gostam do quimono preto ou azul porque “escondem” a sujeira. Sempre passo um pano antes das minhas aulas no dojo. Creio que a higiene pessoal e do quimono devem estar sempre corretas. O bom senso, a responsabilidade individual e a consciência das pessoas também devem ser atuantes em todas essas situações.

Como querer treinar gripado, com conjuntivite ou algum problema de saúde que você sabe que está passando e tem conhecimento que pode transmitir? O respeito aos seus parceiros de treino e ao seu professor devem ir além do cumprimento formal. Como integrante de uma equipe, devemos ter o cuidado de evitar propagar qualquer tipo de doença aos outros. Fique sem treinar, não exponha seus parceiros de treino por uma vontade sua de não parar de treinar. Na minha opinião, essa atitude chama-se egoísmo. Espero que essa pandemia traga mais consciência e respeito a muitos que ainda não entendem a importância de ter quimonos limpos e saberem que, cientes que não estão adequados, mesmo assim ainda vão treinar, expondo seus companheiros a um contágio sem necessidade. 

O dojo, termo emprestado do Zen Budismo, significa lugar de iluminação, onde os monges praticavam a meditação, a concentração, a respiração, os exercícios físicos e outros mais. Decompondo-se a nos kanjis, ver-se- á que «dō» quer dizer «caminho», «estrada» ou «trilha» (sentido espiritual), e «jô», «lugar», «espaço físico».Por isso, vamos estender o respeito além da formalidade, mas a preservação da saúde de todos ali. A palavra «dojo» somente se refere ao espaço físico onde se desenvolve o treino de uma arte marcial japonesa, enquanto academia se refere ao lugar onde se pratica alguma modalidade esportiva. Logo, «dojo» é o lugar onde se pratica o «caminho de uma arte marcial». “Dojo” (em japonês: 道場 lugar do caminho) é o local onde se treinam artes marciais, cuidando do corpo e da mente, sempre sã.

Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o http://www.geracaoartesuave.com.br/. Oss!

* Por Luiz Dias

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