Faixa-preta brasileiro fala da evolução do Jiu-Jitsu nos EUA, elogia estrutura e traça meta: ‘Quero ser campeão mundial’

Publicado em 09/07/2020 por: Mateus Machado
Faixa-preta brasileiro fala da evolução do Jiu-Jitsu nos EUA, elogia estrutura e traça meta: ‘Quero ser campeão mundial’ Esdras Junior vem passando temporada nos EUA e elogiou a estrutura oferecida no país (Foto arquivo pessoal)

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Esdras Junior, 29 anos, tem o sonho de ser campeão mundial de Jiu-Jitsu na faixa-preta. Para tal, o paraibano decidiu passar uma temporada de treinos nos Estados Unidos sob a tutela de Osvaldo Queixinho e Samir Chantre, depois de um convite feito por um amigo próximo.

O atleta, que treina Jiu-Jitsu há 13 anos, já nota uma evolução no seu jogo com a dupla medalha de ouro conquistada no San Jose Open, com e sem quimono, um dos últimos torneios da International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF) antes da pandemia do novo coronavírus afetar o mundo.

“Meu Jiu-Jitsu está em constante evolução, pois os treinos aqui são excelentes, tem uma galera bem forte. Venci bem o San Jose Open, com e sem quimono, um dos meus primeiros torneios em 2020. A experiência com o professor Queixinho é uma das melhores. Ele é uma pessoa de um coração imenso, muito humilde e família. Ele sempre tem muito a passar, de posições a estratégias de luta. Mas a maior lição de Jiu-Jitsu que aprendi com ele é que você não deve desistir de uma luta até que ela acabe. Um exemplo disso é a luta que ele fez com Marcio André, no Pan-Americano, onde estava perdendo e virou no estrangulamento”, lembrou.

Desde fevereiro em Phoenix, no Arizona (EUA), Esdras tem acompanhado de perto a evolução do esporte na terra do Tio Sam. Na sua visão, a principal diferença entre o Brasil e Estados Unidos está na estrutura.

“A principal diferença entre o Brasil e os Estados Unidos, para mim, se encontra em alguns pontos como, por exemplo, a estrutura que as equipes têm e o suporte que podem dar aos seus atletas. Sem contar a facilidade de poder estar viajando com mais frequência para lutar, pois as passagens aéreas são bem mais baratas que no nosso país. Mas em termos de nível técnico, sem dúvidas, o Brasil ainda é o grande expoente do Jiu-Jitsu. É preciso citar, sem sombra de dúvidas, que outros países estão começando a fazer barulho nas competições e os Estados Unidos está caminhando para o topo do esporte”, destacou o faixa-preta.

Em alta nas recentes competições, Esdras, assim como outros competidores, foi forçado a diminuir a intensidade dos treinos por ter que ficar em casa durante a pandemia do novo coronavírus. Porém, mesmo em casa, ele foi capaz de conseguir treinar. Ás vezes, sozinho. Às vezes, na companhia de amigos.

“Realmente, essa pandemia não estava nos planos de nenhum de nós. Isso acabou adiando um pouco os objetivos para 2020, infelizmente. Eu já vinha de um ótimo ritmo de competição desde 2019 e isso se refletiu no início desta temporada, na performance que tive no San Jose Open, na Califórnia, onde conquistei os títulos com e sem quimono no mesmo fim de semana. Aqui, no Arizona, e em outros estados, as academias estavam abertas, mas teve outro decreto que mandou fechar, recentemente. Bom, torço para que as coisas voltem ao normal logo. Tem algumas competições retornando, caso do Fight 2 Win, que até lutei há algumas semanas. Vou manter a boa alimentação e meus treinos em casa. Vou continuar com meu sonho de ser campeão mundial na faixa-preta e viver do Jiu-Jitsu”, encerrou o jovem casca-grossa.

Veja o estilo de Esdras no Jiu-Jitsu:

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