Prestes a completar 43 anos, Fabrício Werdum descarta aposentadoria e celebra retorno rápido contra Gustafsson

Publicado em 24/07/2020 por: Diogo Santarém
Prestes a completar 43 anos, Fabrício Werdum descarta aposentadoria e celebra retorno rápido contra Gustafsson Werdum celebrou fato de ter conseguido fazer um camp completo desta vez (Foto reprodução Instagram @werdum)

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* Aos 42 anos – completa 43 no próximo dia 30 de julho -, o brasileiro Fabrício Werdum já  conquistou tudo o que podia em sua trajetória nas artes marciais, porém, engana-se quem pensa que o “Vai Cavalo” está satisfeito e pensa em se aposentar. Ex-campeão peso-pesado do UFC, campeão mundial de Jiu-Jitsu e campeão do ADCC, Werdum retorna ao octógono neste sábado (25), quando terá pela frente Alexander Gustafsson na “ilha da luta”, em Abu Dhabi (EAU), no último compromisso do seu atual contrato com o Ultimate.

Ainda com “lenha para queimar”, Werdum voltou a lutar após dois anos suspenso pela USADA (Agência Antidoping dos EUA) em maio deste ano, quando acabou superado pelo russo Alexey Oleynik por decisão unânime no UFC 249. Em entrevista à TATAME, o peso-pesado brasileiro revelou que, desde então, vem pedindo ao seu empresário, Ali Abdelaziz, para retornar logo, e celebrou a oportunidade de enfrentar Alexander Gustafsson, ex-desafiante ao cinturão meio-pesado, na estreia do sueco nos pesados.

“Estou muito feliz por lutar de novo em pouco tempo. Se eu pudesse voltar atrás, o que eu faria diferente na minha carreira era lutar mais, então quero aproveitar essa oportunidade. É preciso também parabenizar o UFC, que foi a primeira grande organização esportiva a voltar, permitindo que a gente (lutadores) possa trabalhar. A vida mudou depois do coronavírus, então ter essas oportunidades é incrível. Estou muito feliz e preparado para lutar”, disse Werdum, que espera fechar com chave de ouro sua história no UFC.

“Me sinto muito bem nas partes física e psicológica, o que é muito importante, pois mente e corpo precisam estar em sintonia. Ele (Gustafsson) sabe que eu vou levá-lo para o chão, mas acho que o meu Jiu-Jitsu é melhor, então tenho uma vantagem nesse sentido e não quero deixar de mostrar. E, mesmo ele esperando, tenho certeza que vou conseguir colocá-lo pra baixo alguma hora, seja no corpo a corpo, double leg, single leg, não sei, mas a luta vai pra baixo, não vai ficar toda na trocação, e nessa hora aposto na finalização”.

Confira o restante da entrevista com Fabrício Werdum:

– Volta ao octógono menos de três meses após sua última luta

Eu descansei muito pouco, na verdade, uma ou duas semanas. Depois da luta pedi para o meu manager para lutar de novo logo, porque, não é querendo dar desculpa nem nada, mas não consegui treinar direito da última vez. Percebei que online não dá (risos). Treino tem que ser junto, presencial, poder fazer sparring. E dessa vez eu consegui fazer tudo o que eu queria. Sei que o coronavírus está muito presente no nosso dia a dia ainda, mas consegui treinar bem, fazer os sparrings e ter minha equipe junta para um camp completo.

– Lições que tirou da derrota para o Alexey Oleynik no UFC 249

A gente sempre aprende nas derrotas, apesar de muitas pessoas falarem que eu não perdi, o resultado está lá, a lição fica. Nas vitórias a gente aprende também, mas não tanto como nas derrotas. A lição foi de que não dá para treinar online (risos). Apesar de toda a minha equipe se puxar, toda a situação não deixava.

– Vantagem em relação ao Gustafsson na divisão dos pesados

Acho que não vai pesar no resultado (fato de estar mais acostumado ao peso pesado). O Jon Jones e o Gustafsson, por exemplo, são pesos pesados que baixam para a categoria até 93kg, é isso que eu penso. Os dois são da minha altura mais ou menos, então quando eles não estão lutando, ficam com 108kg, acredito. Portanto, eu não acho que isso vá ser um problema para ele e uma vantagem pra mim.

– Planos para seguir lutando após fim do contrato com o UFC

Eu não vou parar de lutar, isso é certo. No dia 30 de julho eu faço 43 anos, mas para quem não sabe, meu pai me registrou errado, e acredito que tenho menos, uns 30 e poucos anos ainda (risos). A minha cabeça é muito jovem, eu não tive nenhuma lesão grave durante a minha carreira, então vou seguir. Mas o foco agora é no Gustafsson, nesse último desafio no UFC, e depois da luta vou pensar nisso (futuro) com mais clareza.

CARD COMPLETO:

UFC on ESPN 14
Ilha de Yas, em Abu Dhabi (EAU)
Sábado, 25 de julho de 2020

Card principal (21h, horário de Brasília)
Peso-médio: Robert Whitaker x Darren Till
Peso-meio-pesado: Maurício Shogun x Rogério Minotouro
Peso-pesado: Fabrício Werdum x Alexander Gustafsson
Peso-palha: Marina Rodriguez x Carla Esparza
Peso-meio-pesado: Paul Craig x Gadzhimurad Antigulov
Peso-meio-médio: Alex Cowboy x Peter Sobotta
Peso-meio-médio: Khamzat Chimaev x Rhys McKee

Card preliminar (18h, horário de Brasília)
Peso-leve: Francisco Massaranduba x Jai Herbert
Peso-meio-médio: Nicolas Dalby x Jesse Ronson
Peso-pesado: Tom Aspinall x Jake Collier
Peso-pena: Movsar Evloev x Mike Grundy
Peso-pesado: Raphael Bebezão x Tanner Boser
Peso-galo: Bethe Correia x Pannie Kianzad
Peso-meio-médio: Ramazan Emeev x Niklas Stolze
Peso-galo: Nathaniel Wood x John Castañeda

* Por Diogo Santarém

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