Sem apoio, Maluko trabalhou em obra e bar durante camp para voltar ao UFC: ‘Tive que me virar’

Publicado em 30/07/2020 por: Yago Redua
Sem apoio, Maluko trabalhou em obra e bar durante camp para voltar ao UFC: ‘Tive que me virar’ Maluko, ao centro, disse que fez um ‘ótimo’ camp para o UFC Vegas 5 (Foto reprodução Instagram @markaomaluko)

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* Se preparar para uma luta durante a pandemia do novo coronavírus não tem sido tarefa fácil para a maioria dos atletas, principalmente se o lutador perde o seu principal patrocinador. Precisando treinar e de uma fonte de renda, Markus Maluko, que entra em ação no próximo sábado (1), contra Eric Spicely, pelo UFC Fight Night 173, encontrou outros dois empregos – construção civil e segurança – em Miami (EUA), além de conciliar o camp na American Top Team.

“Foi um pouco complicado por causa da pandemia, tive dificuldade financeira por ter perdido o meu patrocinador. Eu tive que trabalhar em dois empregos, na construção durante o dia e de segurança em um bar a noite. Entrava de manhã na obra e saia a tarde, deixava o trabalhado detonado. Mas, eu aproveitei para otimizar alguns exercícios. Eu sempre ficava com a parte de escavar com a pá, picareta e utilizava isso como um exercício, como se fosse um treino. Ainda tirava tempo para fazer trabalho técnico na academia. Apesar das dificuldades, foi um dos melhores camps que eu já tive”, afirmou o peso-médio.

Ao ser indagado sobre as remunerações do UFC, algo que vem sendo contestado por grandes estrelas da companhia, como Jon Jones, o brasileiro disse que o Ultimate precisa pensar em uma forma de pagar melhor os seus atletas. Maluko ainda fez uma comparação com outras organizações de MMA do mundo.

“Eu acho que o UFC é o maior evento de MMA do mundo. Então quando você tá na maior empresa do mundo, você tem os melhores funcionários, então vai ter que pagar os melhores salários. Vemos empresas (outras organizações) pagando melhores aos seus funcionários (atletas). Na minha opinião, tinha que ser estudado uma forma de melhorar a parte de remuneração. Não digo agora, porque todas as empresas estão fudi*** por causa da pandemia, mas acredito que isso poderia ser visto mais pra frente”, analisou.

Durante a entrevista com a TATAME, o lutador ainda comentou sobre seu adversário, estratégia para a luta, analisou suas derrotas na companhia e disse que quer, no sábado, soltar o seu jogo no UFC Fight Night.

Confira o bate-papo com Markus Maluko:

– Análise do adversário do próximo sábado

O jogo de grappling dele é chato e imagino que ele vai querer me pressionar, me boter na grade, para me derrubar, tentar o nocaute técnico ou a finalização. A minha ideia é trabalhar em pé e tentar nocautear. Se for para baixo, considero o meu Jiu-Jitsu melhor que o dele. Ele vai tentar é me amarrar, isso eu não gosto.

– Objetivo de soltar mais o jogo no UFC

O que acontece, eu estava falando com o meu treinador esses dias sobre isso. Eu não consegui me soltar em nada no UFC ainda, me senti meio travado. Até ganhei, mas estava travado. Não me soltei. Para essa luta, esse camp… Me fez trabalhar bem o meu psicológico para eu me soltar mais na hora do combate. O meu foco é em ir lá e soltar o meu jogo, mostrar o motivo que me fez entrar no UFC e o que quero lá dentro.

– Reflexão sobre as três derrotas no UFC

Eu tenho três derrotas no UFC, uma delas foi na minha primeira luta, quando fiz um camp todo errado. Eu vacilei na escolha do camp, não fiz sparring, não conhecia ninguém, acabei ficando de lado na academia. Na segunda, eu lutei mal, como se tivesse me divertindo, brincando e esqueci um pouco do motivo que eu estava ali. E, na última, eu tive um problema familiar muito grande, foi a primeira vez, independente de ser MMA ou não, que eu não queria lutar. Isso passou comigo, quem olha nota que não era eu. Gosto de brincar, mas não estava a fim de fazer nada. Foi bem complicado. Para esse camp, fiz que eu precisava ter feito, acho que a dificuldade financeira me deu uma força também para ter uma boa atuação no sábado.

– Surpresas na pesagem e durante a luta

Na encarada sempre tem (alguma surpresa). Não consigo fazer algo normal. Já que estão filmando, vou fazer um bagulho da hora. E, na luta, é o que eu falo: não sou ortodoxo, sou diferente. Gosto de fazer loucura.

CARD COMPLETO:

UFC Fight Night 173
UFC Apex, em Las Vegas (EUA)
Sábado, 1 de agosto de 2020

Card principal (22h, horário de Brasília)
Peso-médio: Derek Brunson x Edmen Shahbazyan
Peso-mosca: Jennifer Maia x Joanne Calderwood
Peso-meio-médio: Vicente Luque x Randy Brown
Peso-leve: Lando Vannata x Bobby Green
Peso-médio: Kevin Holland x Trevin Giles

Card preliminar (19h, horário de Brasília)
Peso-galo: Frankie Saenz x Jonathan Martinez
Peso-meio-pesado: Ed Herman x Gerald Meerschaert
Peso-galo: Ray Borg x Nathan Maness
Peso-médio: Eric Spicely x Markus Maluko
Peso-pena: Jamal Emmers x Timur Valiev
Peso-galo: Chris Gutierrez x Cody Durden

* Por Yago Rédua

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