Agora no Top 10 dos meio-médios, Vicente Luque explica desafio feito a Nate Diaz: ‘Tem potencial para ser a luta da noite’

Publicado em 10/08/2020 por: Mateus Machado
Agora no Top 10 dos meio-médios, Vicente Luque explica desafio feito a Nate Diaz: ‘Tem potencial para ser a luta da noite’ Vicente Luque desafiou o polêmico Nate Diaz após sua última vitória no UFC (Foto reprodução Instagram @luquevicente)

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* Aos poucos, Vicente Luque vem refazendo sua caminhada rumo ao topo da categoria meio-médio. Após ser derrotado por Stephen Thompson em novembro do ano passado, o brasileiro se recuperou em maio deste ano ao nocautear Niko Price no UFC 249 e, no último dia 1º de agosto, aplicou mais um nocaute, desta vez sobre Randy Brown, no card principal do UFC Vegas 5. O importante triunfo levou o lutador ao tão concorrido Top 10 no ranking meio-médio, e a partir de agora, os desafios prometem ser ainda maiores rumo ao Top 5 e à tão sonhada disputa de cinturão.

Ciente dos seus próximos passos, Luque não perdeu tempo e, logo após a vitória sobre Randy Brown, lançou um desafio ao polêmico Nate Diaz, que apesar de estar abaixo do brasileiro no ranking, é grande conhecido dos fãs de MMA e costuma promover bem seus duelos, o que daria uma projeção ainda maior a Vicente. Em entrevista à TATAME, o brasiliense falou sobre o que o motivou a pedir uma luta com Nate.

“A principal razão para chamar o Nate Diaz é a vontade que tenho de lutar contra ele, sem contar que ele tem muito nome, uma vitória me colocaria numa posição muito boa na categoria. Acho que o estilo dele é o que eu gosto, sempre assisti todas as lutas dele e acho que casa muito bem com o meu estilo. Somos trocadores agressivos, a gente vai pra dentro, temos um chão afiado também, então, para os fãs, não tem segredo. É uma luta que tem potencial para ser a luta da noite, seria um duelo bem agressivo”, destacou.

Confira o restante da entrevista com Vicente Luque:

– Avaliação da vitória contra o Randy Brown

Eu gostei bastante dessa luta, foi um duelo onde consegui seguir bem a estratégia que a gente tinha traçado. O plano era, realmente, começar minando a panturrilha do Randy Brown e, mais pra frente, ir colocando os golpes de mão. Eu sabia que ele é um cara longo, então ia ser difícil encurtar a distância, por isso eu optei por tirar, primeiro, a movimentação dele, e acabou funcionando exatamente como foi planejado.

– Momento do nocaute e diferencial para vencer

No momento da joelhada, eu sabia que ele estava tentando colocar a mão no chão, mas eu percebi que tinha brecha, o (Gilbert) Durinho na hora gritou para eu jogar a joelhada e eu já sabia disso. Acreditei, joguei a joelhada, deu certo e completei com o ground and pound para garantir que ia acabar a luta ali. O diferencial para a luta foi a preparação, o estudo do adversário e a experiência também. Eu acho que tive várias lutas duras, inclusive contra o (Stephen) Thompson, onde eu acabei perdendo, mas me ensinou bastante a ter calma e estratégia para encontrar meu jogo. Nessa luta, eu executei tudo isso.

– Pedido por luta com Nate Diaz ou Michael Chiesa

Além do Nate Diaz, tem o (Michael) Chiesa, outro cara que me interessa bastante enfrentar. Acho que ele está agora na posição número oito no ranking meio-médio, então está acima de mim e gostaria muito de enfrentá-lo para continuar subindo no ranking. É um cara que tem um estilo de luta mais do chão, mas não é uma coisa que me incomoda, então eu acredito que conseguiria fazer uma boa luta contra ele.

– Dificuldades para realizar duelo com Nate Diaz

Acho que a grande questão seria o Nate Diaz aceitar essa luta, porque acho que o UFC faria. Tendo em vista o nosso estilo de luta, é um duelo muito interessante de se fazer, qualquer evento poderia receber esse combate. Seria uma luta com muita ação, do jeito que o UFC e os fãs gostam, mas não sei se Nate aceitaria.

– Plano para lutar novamente até o final de 2020

O plano é fazer mais uma luta esse ano. No início de 2020, eu já tinha planejado fazer três lutas, consegui fazer duas, saí bem dessa luta, foi uma boa vitória, então acho que dezembro é uma data que me interessa. Acredito que chegaria bem preparado, com um bom camp, agora é só encontrar o adversário certo.

* Por Diogo Santarém

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