Bustamante, Ricardo Libório e Rudimar Fedrigo analisam futuro do MMA e caminho dividido entre ‘esporte e entretenimento’

Publicado em 04/08/2020 por: Diogo Santarém
Bustamante, Ricardo Libório e Rudimar Fedrigo analisam futuro do MMA e caminho dividido entre ‘esporte e entretenimento’ (Foto reprodução TATAME #262)

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MMA é esporte ou entretenimento? Os lutadores são valorizados financeiramente? O que mudou do Vale-Tudo para os dias de hoje? Três referências das artes marciais mistas no Brasil e no mundo, Murilo Bustamante, Ricardo Libório e Rudimar Fedrigo compartilham suas visões.

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Murilo Bustamante vê união entre esporte e entretenimento natural

“O MMA sempre foi entretenimento, aliado ao esporte, e vai continuar sendo. Todo esporte que tem público, principalmente nos Estados Unidos, é feito com promoção, entretenimento, até mesmo o Futebol no Brasil. MMA é esporte e não vai deixar de ser nunca. O maior atrativo do MMA é que são lutas de verdade, enquanto o WWE, que é puro entretenimento, são lutas fictícias, para atrair um público até infantil, é um faz de conta. Provocações no MMA também vão sempre acontecer, faz parte do negócio, porém, eu acredito que o melhor é manter o nível nas provocações, para não desrespeitar o adversário e minimizar o risco de acontecer o que rolou com o McGregor e o Khabib (briga em um estacionamento), aquele episódio lamentável. Isso é ruim para o esporte. Enquanto se manter o nível para ajudar a divulgar a luta e atrair o público, faz parte do negócio. Passou do limite, para a ofensa, é ruim ao esporte”, opinou o líder da BTT.

Murilo Bustamante é referência no meio das artes marciais (Foto reprodução Instagram)

Ricardo Libório ‘discorda’ do caminho seguido pelo MMA

“Eu odeio o caminho que o MMA virou, mas eu entendo. Eu sou artista marcial, sempre fui, nunca vou ser diferente disso, até mesmo como treinador de MMA, é bem diferente, porque eu acredito nos valores das artes marciais na minha vida como um todo. Eu vivo e sigo isso, mas consigo entender o motivo dos caras falarem essas ‘mer***’, muitas vezes isso é até uma orientação da própria empresa. (…) A filosofia da empresa é o dinheiro. Não acho que a visão deles esteja errada, mas eu não sou assim”, apontou Libório.

Rudimar Fedrigo acredita em salário mensal, mas só no futuro

“Na minha opinião, o MMA é a união de esporte com entretenimento, os dois. Um esporte por conta da parte de competitividade, e entretenimento por causa da base de fãs e dos eventos. Sobre um salário mensal, hoje é muito difícil disso acontecer. Talvez, no futuro, os próprios eventos possam fazer isso, mas agora é praticamente inexistente a chance, porque o lutador é um artista marcial, e ele é contratado para fazer três, quatro apresentações ao ano”, argumentou o fundador da Chute Boxe.

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