Jennifer Maia diz ter armas para vencer Valentina e não descarta pedir ‘auxílio’ de Amanda Nunes: ‘Ela conhece o caminho’

Publicado em 20/08/2020 por: Mateus Machado
Jennifer Maia diz ter armas para vencer Valentina e não descarta pedir ‘auxílio’ de Amanda Nunes: ‘Ela conhece o caminho’ Jennifer Maia é uma das atletas presentes no novo game do UFC (Foto reprodução Instagram @jennifermaia)

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* Aos 31 anos, Jennifer Maia vai fazer, no dia 21 de novembro, a luta mais importante da sua carreira no MMA, quando, pelo UFC 255, disputará o cinturão peso-mosca diante da atual campeã Valentina Shevchenko, tendo a chance de se tornar a primeira brasileira campeã na categoria. Com três vitórias conquistadas em suas últimas quatro apresentações, a curitibana recebeu a tão sonhada chance pelo título após ter uma grande atuação em seu último combate, dia 1º de agosto, quando finalizou Joanne Calderwood com um armlock ainda no primeiro round.

Pela frente, Jennifer terá uma campeã que vem embalada por cinco triunfos consecutivos e, desde que migrou para a divisão dos moscas no Ultimate, tem mostrado um domínio impressionante diante das adversárias. Ciente do difícil desafio que vai encarar, a brasileira tem algumas “cartas na manga”. Em entrevista à TATAME, Maia revelou já ter em mente algumas formas de anular o jogo de Valentina e não descartou, inclusive, pedir algumas dicas à compatriota Amanda Nunes, atual campeã peso-galo e peso-pena do Ultimate, que foi responsável por derrotar Valentina em duas oportunidades, em 2016 e 2017.

“Ainda não conversei com a Amanda, mas eu acho que seria uma boa conversar com ela, para receber algumas dicas sobre o jogo da Valentina e como ela se sentiu lutando contra. Uma das brechas que a gente viu, a princípio, é que a Valentina é boa de chão por cima, mas por baixo, ela não conseguiu mostrar tanto, então pode ser uma brecha que podemos pensar para treinar bastante em cima disso”, projetou.

Confira o restante da entrevista com Jennifer Maia:

– Como você pretende se preparar para essa luta contra a Valentina Shevchenko? 

Eu vinha de um camp e, saindo da última luta, praticamente já foi marcado o duelo contra a Valentina Shevchenko. Então, eu só dei um descanso de uma semana pós-luta e voltei aos treinos. Eu vou usar muito do que eu já estava fazendo na preparação para a última luta e dar continuidade, agora com foco total na disputa de cinturão contra a Valentina, preparando algumas estratégias para minha luta mais importante.

– Como você analisa o jogo dela e, na sua opinião, quais brechas ela oferece?

A Valentina é uma atleta muito inteligente e muito dura. É difícil achar brechas no jogo dela, porque é uma atleta que joga muito no contra-ataque, mas é um estudo que estou fazendo no momento, junto com minha equipe. Antes eu já assistia às lutas dela, imaginando, um dia, enfrentá-la, então agora estamos analisando bem o jogo dela, para achar essas brechas. Ela é muito dura na luta em pé, então a gente está vendo a possibilidade de, talvez, fazer um jogo mais agarrado, embora ela seja muito forte nessa área também.

– Chances de se tornar a primeira brasileira campeã peso-mosca no UFC?

Estou muito feliz com essa oportunidade de estar a ponto de me tornar campeã peso-mosca do UFC, estou feliz de estar entre os brasileiros que estão levando o nome do país ao topo e considero que agora é o nosso momento. Temos a Amanda Nunes como campeã dupla, o Deiveson Figueiredo campeão nos moscas e estamos embalando para ter mais campeões brasileiros, e eu me sinto muito honrada por fazer parte disso.

– Você consegue visualizar como será essa luta e de que maneira você pode vencer?

Para vencer a Valentina, não vai ser fácil. Eu vou ter que imprimir muito o meu ritmo para anular o dela, mas eu acho que o jogo de chão pode ser um dos caminhos da vitória novamente, assim como foi na última luta. Eu gosto da luta em pé também, então vai que estou no meu dia de sorte, a mão entra e eu consigo surpreender a todos. Ainda é cedo para eu dizer como vai acabar essa luta, mas o que eu posso visualizar é que vai ser uma luta boa, muito dura, onde ela vai ter que tentar defender esse cinturão de todas formas.

– Como você pretende se preparar para anular o jogo de trocação da Valentina?

Quanto à trocação, eu não quero deixar a Valentina no conforto dela, fazendo com que ela só jogue no contra-ataque, deixar esse espaço para ela. Estou fazendo um planejamento na minha cabeça de tentar ‘abafar’ ela e não dar espaço nenhum, tentar surpreendê-la. Vou tentar imprimir um ritmo, um jogo que é bem cansativo, mas tentar ir para cima o tempo todo, não deixando nenhum espaço para ela ficar solta.

* Por Mateus Machado

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