Minotouro revela intenção de praticar Golfe, planos pós-aposentadoria e fala sobre atuação em trilogia com Shogun

Publicado em 13/08/2020 por: Mateus Machado
Minotouro revela intenção de praticar Golfe, planos pós-aposentadoria e fala sobre atuação em trilogia com Shogun Rogério Minotouro com Carlos Favoreto, presidente do Campo Olímpico de Golfe (Foto divulgação)

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* Atualmente com 44 anos, Rogério Minotouro fez, no final de julho, sua última luta no MMA, em duelo contra Maurício Shogun no UFC on ESPN 14. Profissional no esporte desde 2001, o brasileiro contabilizou, ao todo, 23 vitórias e 10 derrotas em sua trajetória na modalidade, com triunfos sobre nomes como Rashad Evans, Tito Ortiz, Alistair Overeem, Dan Henderson, entre outros.

Com sua trajetória dentro do cage encerrada, Minotouro, agora, poderá se dedicar a outros projetos profissionais e, consequentemente, à outras atividades. Uma delas, por sinal, Rogério mostra-se empolgado para iniciar. O casca-grossa pretende praticar Golfe em seu tempo livre e, inclusive, já fez uma visita ao Campo de Golfe Olímpico, uma grandiosa estrutura localizada na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde outros ex-atletas praticam o esporte, como Zico, grande ídolo do Flamengo.

“Eu nunca havia jogado, surgiu a vontade (de jogar Golfe) porque eu acho que é um esporte como a meditação, porque requer muita concentração. Você precisa ter mira, foco. É como no Boxe, onde você não pode errar, você precisa mirar a cabeça, o queixo, o corpo para nocautear o adversário. É necessária muita precisão no Golfe, trabalhar a respiração, o quadril, entre outras coisas. A concentração é o fator mais importante. É uma forma de agregar ao meu lado de atleta. Já vou começar as primeiras aulas, estou muito animado, pegando gosto da coisa. Vou levar como um hobby, ir evoluindo e estou muito ansioso para iniciar (risos)”, disse Minotouro.

Presidente do Campo Olímpico de Golfe, Carlos Favoreto mostrou ser um grande fã da carreira de Rogério Minotouro e não escondeu sua animação ao saber da intenção de Rogério em adotar o Golfe como uma de suas práticas esportivas.

“Agradeço muito a presença do Minotouro no Campo Olímpico de Golfe. Ele, como esportista, prestigiar outra modalidade é muito bacana e faz com que os esportes, de maneira geral, sejam, cada vez mais, disseminados. Foi realmente uma honra, sou fã e acompanho sua carreira. Seja bem-vindo e volte sempre”.

Confira a entrevista completa com Rogério Minotouro:

– Estudo e trabalho voltado em promover palestras e treinamentos

Eu venho fazendo um trabalho de desenvolvimento pessoal há uns cinco anos, e de três anos pra cá, venho estudando muito, lendo praticamente um livro por semana, para poder melhorar como palestrante e também como treinador comportamental, desenvolver equipes. Hoje em dia eu não faço apenas palestras, também faço treinamentos, de dois, três dias de imersão. Também estou vendendo uma mentoria, um trabalho de cinco dias, e a procura está sendo muito grande. Então esse trabalho de palestras e treinamentos voltados para o foco, motivação e parte mental são coisas que pretendo trabalhar cada vez mais.

– Processo de expansão da Team Nogueira

Acredito que o processo de expansão da Team Nogueira acontecerá no início de setembro e a gente está muito feliz, porque cada vez mais pessoas estão procurando nossas academias, porque é fundamental para nossa saúde física e mental praticar exercícios. Temos muito trabalho pela frente. Agora que eu me aposentei, vou trabalhar mais ainda (risos). Estamos com uma empresa de expansão de franquias, estamos com uma grande equipe voltada para isso. Estamos muito dispostos a expandir nosso trabalho e nossas academias a nível nacional e internacional.

– Trilogia contra Maurício Shogun

Foi uma luta muito parelha, dependeu muito da interpretação (dos árbitros). Mas eu tenho certeza que ganhei aquele primeiro round, e o segundo também, o terceiro eu perdi, porque eu caí por baixo. Foi uma luta que poderia ser dada para qualquer um dos dois, na verdade. Fiquei triste, né, mas orgulhoso, porque tenho 44 anos, seis a mais que ele, mas eu me senti bem, na questão física, tive uma boa performance técnica. O detalhe ali, talvez, foi aquele terceiro round. Mas não tenho que ficar justificando, se ganhei ou se perdi, sei que lutei bem. O principal é saber que dei o meu melhor nas condições que eu tinha, pelo tempo de treino. Essa luta foi marcada com um mês e meio de antecedência, no meio de uma pandemia, não tinha a melhor estrutura para treinar. Só tive um mês para treinar Wrestling e Jiu-Jitsu, estava treinando mais Boxe e Muay Thai. Então, no final das contas, fiquei muito satisfeito.

* Por Mateus Machado

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