Quem são os lutadores que mais ganharam dinheiro pelo UFC e onde estão comparados aos astros do Boxe? Confira aqui o Top 10

Publicado em 05/08/2020 por: Diogo Santarém
Quem são os lutadores que mais ganharam dinheiro pelo UFC e onde estão comparados aos astros do Boxe? Confira aqui o Top 10 (Foto reprodução TATAME #262)

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Os números das bolsas dos lutadores de MMA comparados com o Boxe são bem inferiores. Apesar de representar uma marca global, os salários por luta do UFC não estão mais agradando as principais estrelas da companhia. Preparamos, então, um comparativo com a nobre arte; veja quem são os 10 lutadores que mais ganharam dinheiro pelo Ultimate e onde estão comparados ao Boxe.

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Estrelas do UFC como Jon Jones, Conor McGregor, Henry Cejudo, Jorge Masvidal e Paige VanZant, entre outros atletas, resolveram se manifestar sobre os valores recebido da principal organização de MMA do mundo para entrar em ação. Os atletas pedem maior “valorização financeira” e criaram um “problema” a ser resolvido por Dana White, presidente da companhia, que desde então vem lidando com a situação.

Mas, será que os lutadores têm razão? Se compararmos com atletas de uma modalidade vizinha, o Boxe, as principais estrelas da nobre arte recebem valores bem maiores. Um exemplo é que o valor da bolsa de Mike Tyson, em 1997, na luta contra Evander Holyfield, foi de US$ 30 milhões. No Futebol, os astros Cristiano Ronaldo (US$ 109 milhões) e Lionel Messi (US$ 127 milhões) lideram a lista de salários por ano, com o brasileiro Neymar, do Paris Saint-Germain, na terceira posição somando ao todo US$ 103 milhões. Todos são líderes de live streaming em Futebol. Neste período, por exemplo, nenhum lutador de MMA chegou perto de igualar tais marcas. Em 2016, o irlandês Conor McGregor, principal astro do UFC, fez US$ 3,5 milhões de bolsa para lutar contra Eddie Alvarez – a imprensa nos Estados Unidos estipula que com os acréscimos do pay-per-view, esses números podem ter chegado a quase US$ 15 milhões.

O Boxe é uma modalidade mais antiga que o MMA, mas os valores, em números de bolsa, mostram a diferença entre os dois esportes. Em histórico duelo na nobre arte em 2016, Floyd Mayweather fez US$ 180 milhões contra Manny Pacquiao que, por sua vez, embolsou US$ 96 milhões. Mayweather, aliás, “ajudou” a turbinar o lado financeiro de Conor McGregor. Em 2015, os dois se enfrentaram no May-Mac, em uma luta de Boxe. “Notorious”, apenas de bolsa, recebeu US$ 30 milhões – os valores finais não foram revelados. O irlandês ainda recebeu dinheiro proveniente de patrocínios, produtos licenciados e venda de pay-per-view.

Na lista da revista Forbes de atletas mais bem pagos do mundo em 2020, McGregor é o único atleta do MMA entre os 100 primeiros. O irlandês é o 16º colocado, tendo arrecadado US$ 48 milhões (cerca de 265 milhões de reais). Já os lutadores de Boxe na lista são quatro: Tyson Fury (11º, US$ 57 milhões), Anthony Joshua, (19º, US$ 47 milhões), Deontay Wilder (20º, US$ 46 milhões) e Canelo Alvarez (30°, US$ 37 milhões).

Para efeito de comparação nos esportes individuais, o tenista Roger Federer foi o líder da lista da Forbes ao receber US$ 106,3 milhões em 2020. O editor da revista, no entanto, acredita que a pandemia do novo coronavírus tenha influenciado o primeiro lugar do suíço, mas não tira os méritos dele.

“A pandemia provocou cortes nos salários de craques como Messi e Cristiano Ronaldo, abrindo caminho para que um tenista fosse classificado como o atleta mais bem pago do mundo pela primeira vez. Roger Federer é um atleta perfeito para as empresas, resultando em um portfólio incomparável de marcas de primeira linha no valor de US$ 100 milhões por ano para o tênis”, escreveu Kurt Badenhause.

E o MMA nacional?

Os eventos de MMA espalhados pelo Brasil são os principais formadores de talento do esporte, mas a realidade quanto aos valores que os atletas recebem é complicada. Muitas vezes lutam de “graça” ou não recebem o que foi combinado. Uma prática comum é o chamado “bolsa-ingresso”. O competidor recebe uma cota de tickets e vai vendendo. Geralmente, as duas partes acordam uma porcentagem para cada um.

“Os atletas são mal remunerados, principalmente no Brasil. As bolsas são baixas. Às vezes, nem compensa você fazer todo o camp de 60, 90 dias… Comprar as suplementações, pagar o seu coach, se empenhar o máximo possível. De repente, a grana que você pegar, não vai suprir nem metade da grana que você gastou. Sou um cara que abaixo muito o peso e posso dizer que gasto mais de 2 mil reais no meu camp, entre dieta e técnico. Acho que os organizadores deveriam olhar mais para isso, ao invés de explorarem os atletas por 500, 200 reais, dar uma valorizada”, comentou Cleber Sousa, ex-campeão duplo do SFT, à TATAME.

Insatisfação de Jones

Uma dos insatisfeitos com o UFC é o campeão meio-pesado Jon Jones. “Bones” lutou contra Dominick Reyes em fevereiro deste ano e venceu por decisão dos árbitros. No geral, o norte-americano faturou US$ 540 mil de bolsa. Um mês antes, em janeiro, o Conor McGregor recebeu US$ 3 milhões para nocautear Donald Cerrone. O site Statista divulgou um balanço de quanto os lutadores do UFC arrecadaram com salários ao longo da carreira dentro da companhia, em Top 10 que inclui dois brasileiros: Anderson Silva e Cigano.

TOP 10

1 – Conor McGregor – US$ 15,08 milhões
2 – Alistair Overeem – US$ 9,57 milhões
3 – Khabib Nurmagomedov – 8,68 milhões
4 – Anderson Silva – 8,11 milhões
5 – Michael Bisping – 7,14 milhões
6 – Georges St-Pierre – 7,04 milhões
7 – Jon Jones – 7,03 milhões
8 – Mark Hunt – 6,3 milhões
9 – Donald Cerrone – 6,16 milhões
10 – Junior dos Santos – 5,97 milhões

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