O meio-médio Michael Pereira teve uma importante vitória no UFC Vegas 9 após finalizar Zelim Imadaev. No entanto, durante a encarada, um dia antes do combate, o russo deu um tapa no rosto do brasileiro, que não revidou de imediato. Mas quando se encontraram no octógono, o “Paraense Voador” não perdeu a oportunidade de “ensinar uma lição” para o adversário e “vingar” o que sofreu na véspera do embate.

Na coletiva de imprensa, ainda no UFC Apex, em Las Vegas, no último sábado (5), Michael explicou o motivo de dar tapas no rosto de Imadaev durante a luta: “Não sei por que ele me deu um tapa no rosto (na encarada), mas falei que iria descontar, e descontei na luta. Não se faz isso com ninguém, não se bate na cara de homem, e provei isso. Mostrei para ele a mão, dei um beijo e dei um tapa na cara dele, para ele aprender a não fazer isso e respeitar os atletas como seus rivais”, comentou o brasileiro, que ainda contou sobre a finalização.

“A posição estava bem encaixada, não o senti bater, mas estava muito apertado o braço por dentro do pescoço. Ou ele bateria, ou apagaria, porque estava bem encaixado”, analisou o “Paraense Voador”.

Acostumado a aplicar golpes acrobáticos dentro do cage, Michel disse que as dimensões menores do octógono do UFC Apex foi um dos fatores para que não usasse os “backflips”. Em seguida, disse que não se sentiu pressionado para a última luta no atual contrato com o UFC, mesmo após vir de dois resultados negativos. Em sua última luta, contra Diego Sanchez, o lutador acusou um golpe baixo e não quis mais lutar.

“Derrota e vitórias são consequências, estou aqui como funcionário do UFC, estou aqui para trabalhar, e não estava com pressão nenhuma de derrota, porque nas duas derrotas que tive aconteceram coisas ruins que não foram culpa minha. E provei tudo que tinha para provar na luta com Diego Sanchez, e provei agora de novo que quero lutar com os melhores”, apontou o meio-médio, que tem cartel de 24 vitórias e 11 derrotas.

De mudança para Las Vegas (EUA), Michael disse que está “adorando” morar na cidade e quer desfrutar mais do Instituto de Performance do UFC e também para ter uma sequência maior de lutas. E falando nos próximos passos, o brasileiro aproveitou para desafiar Jorge Masvidal: “Quero lutar com os melhores, treino muito duro para isso, e Jorge Masvidal é o cara que quero lutar. É um cara que creio que a gente faria uma grande luta, um grande combate e daria um grande show para o público do UFC”, concluiu.