Hegemonia do UFC ‘atrapalha’ o MMA? Jornalista responde e diz que futuro depende do ‘próximo Dana White’

Publicado em 07/09/2020 por: Yago Redua
Hegemonia do UFC ‘atrapalha’ o MMA? Jornalista responde e diz que futuro depende do ‘próximo Dana White’ Dana White é presidente do UFC e ajudou a revolucionar a modalidade para o atual formato (Foto: Reprodução/ YouTube)

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* Durante um período da década de 1990 e início dos anos 2000, o UFC teve a concorrência do evento japonês PRIDE – que foi adquirido pelo próprio Ultimate e encerrado pouco tempo depois. A companhia liderada por Dana White passou a ter uma supremacia dentro do MMA mundial.

No Instagram, a TATAME indagou os seguidores se a “supremacia do UFC atrapalha na evolução do esporte”. Além disso, Mário Filho, jornalista esportivo da Fox Sports, opinou sobre o assunto. Marinho, que acompanhou o surgimento e o desenvolvimento do Ultimate ao longo dos anos, disse que a “supremacia” é válida, mas o problema é o “monopólio”.

“Eu não acho que a supremacia do Ultimate possa atrapalhar a evolução do MMA. Em qualquer ramo de business, sempre vai ter o líder e os demais vão ter que correr atrás para tentar se igualar. Acho que isso estimula a evolução dos concorrentes. A hegemonia não atrapalha de forma alguma. Mas, o monopólio, a falta de concorrência… Seria uma desvantagem para o MMA, com certeza. É necessário uma competitividade. Dificilmente, vai existir igualdade. Independente do mercado, sempre tem desigualdade. A simetria seria prejudicial. Se existe uma rivalidade é benéfica para os dois que estão ali brigando, mas não para quem está atrás”, analisou o jornalista, que faixa-preta de Jiu-Jitsu e praticante de Boxe.

Após o fim do PRIDE, o UFC atravessou um período sem qualquer ameaça de concorrência global, mas nos últimos anos, organizações como o Bellator, One Championship e PFL, por exemplo, passaram a ganhar força no cenário internacional. Ao ser indagado pela reportagem se algumas dessas franquias teriam condições de, daqui a 10 anos, ameaçar a supremacia do Ultimate, Marinho destacou outro ponto. O jornalista trouxe a reflexão de que o futuro da modalidade depende de quem será o substituto de Dana.

“Existem outras organizações que estão crescendo. Os eventos asiáticos e o Bellator, principalmente, têm que copiar que o dá certo no UFC e buscar alternativas nas brechas. O Bellator vem crescendo muito e o Scott Coker é um cara agressivo e que entende muito de gestão. Em relação ao MMA, o futuro da modalidade vai depender do que acontecer quando Dana White (presidente do UFC) se aposentar ao morrer. O público leigo costuma a dizer que o UFC é o esporte, e não o MMA. Então, não é exagero dizer que o UFC é maior que o MMA. Acho que também é inquestionável que o Dana White é maior que o UFC. Ele é um dos empreendedores mais realizadores que eu já vi na minha vida. Onde o Dana chegou, superando todas as dificuldades, é inacreditável. O Dana é o messias, o guru do MMA”, comentou Marinho, que seguiu:

“Organizações com lutadores com carteira assinada, planos de saúde, bolsas de sete dígitos, todos têm que trabalhar neste sentido e não me surpreenderia se chegasse a esse ponto (daqui a 10 anos). Mas, sinceramente, acho que diferente dos outros esportes, entretenimento, eventos… No MMA ficou tudo muito centralizado em uma pessoa (Dana White), que é o cara mais capacitado que eu já vi. Por ele centralizar tanto e ter o sucesso que teve, não sei se o sucessor do Dana vai ter 50% dessa impetuosidade. Pra mim, o futuro do MMA se resume a quem será o sucessor do Dana”, concluiu o jornalista esportivo Mário Filho.

Confira algumas opiniões dos seguidores da TATAME:

“UFC domina, porque fez por merecer, investiu e tem um presidente que realmente é apaixonado por MMA. Enquanto os outros eventos vivem de pegar refugo, não investem em revelações. Só olhar quantos eventos o Bellator teve capacidade de realizar na Era Covid”, @smartins_jf.

“Ajudou, e MUITO. Uma organização que preza pela excelência, mudou a história do esporte. Se não fosse o UFC, o MMA não seria o que é hoje. Tanto que o nome do esporte muitas vezes se mistura ao da organização”, @igbadasi.

“Não podemos tirar os créditos do evento, certamente é um evento diferenciado, mas realmente mexeu muito com a qualidade das lutas. No PRIDE, os atletas davam seu melhor, sem medo de perder, hoje em dia, todos têm medo de se expor, isso por medo de ser demitido após uma segunda derrota. Isso acaba abafando o que seria um “show” de grandes duelos”, @ivanpitbullsousa10.

“Hoje já não vejo mais supremacia! Sou fã, mas hoje não é aquilo tudo. Há alguns anos atrás existia sim uma supremacia e isso ajudou e muito na evolução. Por isso, hoje, outros eventos existem”, @tmachado777.

*Por Yago Rédua

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