Marcos Pezão analisa embate com estreante invicto no UFC Vegas 9 e diz: ‘Ele não vai suportar meu volume de luta’

Publicado em 04/09/2020 por: Mateus Machado
Marcos Pezão analisa embate com estreante invicto no UFC Vegas 9 e diz: ‘Ele não vai suportar meu volume de luta’ Marcos Pezão terá pela frente o invicto Alexander Romanov no UFC Vegas 9 (Foto reprodução Instagram @pezao011)

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* Embalado por duas vitórias em suas últimas três lutas – a mais recente em fevereiro, quando nocauteou Ben Sosoli ainda no primeiro round -, Marcos Pezão está pronto para retornar ao cage do Ultimate. Neste sábado (5), o peso-pesado será um dos brasileiros em ação no card do UFC Fight Night 176, em Las Vegas (EUA), e diante do moldavo Alexander Romanov, vai tentar manter seu bom momento dentro da organização.

O desafio, porém, não será fácil. Romanov tem 29 anos e está invicto em sua carreira no MMA, com 11 triunfos contabilizados. A luta diante de Pezão vai marcar sua estreia no Ultimate. Em entrevista à TATAME, o paulista destacou que estudou bastante as armas do seu adversário, ressaltou o bom Wrestling do moldavo, no entanto, deixou claro que possui um jogo completo e capaz de anular os pontos fortes de Alexander.

“Eu vi que ele erra muito jogando por cima, então eu tenho o Jiu-Jitsu a meu favor, com certeza ele não vai conseguir fazer esse jogo de luta agarrada. Vai até poder fazer um pouco, mas vai se desgastar bastante, porque eu estou mais pesado, muito mais forte. Quando eu começar a soltar o meu jogo, ele não vai suportar o meu volume de luta. Esse é um diferencial meu na categoria (peso pesado), fico muito potente e veloz, então acho que essa luta no sábado é bem favorável pra mim”, projetou o brasileiro de 35 anos.

Ao longo do bate-papo, Marcos Pezão falou sobre sua preparação, que foi baseada em três locais diferentes, o período na renomada equipe American Top Team e, por fim, analisou seu desempenho desde que migrou para a divisão dos pesos pesados, aproveitando ainda para comentar o atual momento da categoria.

Veja a entrevista com Marcos Pezão na íntegra:

– Preparação dividida entre São Paulo, Paraná e EUA

Foi um camp muito bom, com muitos desafios. Essa pandemia atrapalhou um pouco, mas eu consegui treinar em alto nível. Em São Paulo eu consegui manter os treinos, mas quando passei a ter problemas para treinar em SP, eu fui para Guarapuava, no Paraná, para treinar com o Célio Rodrigues, que é tetracampeão mundial de Kickboxing, fui treinar um pouco o meu carro-chefe. Para finalizar, na American Top Team, mesmo com um número reduzido de atletas, eu consegui treinar muito bem, tinha um cara com as características iguais ao meu adversário, então foi um camp muito positivo, estou mais do que preparado.

– Reta final do camp feita na American Top Team 

Eu sempre tenho o auxílio dos mesmos treinadores, o Katel Kubis, o Luciano Macarrão, o Conan Silveira, Parrumpinha, Steve Rocco e o Everton na preparação física, tem toda uma galera qualificada lá. Para essa luta, eu tive uma ajuda enorme do Marcelo Golm, que já passou pelo UFC, é um menino novo e tem um grande futuro pela frente. Tive também a ajuda de um atleta que é ‘All American’ de Wrestling, um cara que está migrando para o MMA e é muito duro, então me sinto bem e preparado para lutar em todas áreas.

– Análise do adversário, que está invicto no MMA 

Ele na minha praia é peixinho, agora na praia dele, eu consigo nadar muito bem. Eu sou um atleta completo, sou oriundo do Kickboxing, mas também sou faixa-preta de Jiu-Jitsu, tenho um jogo bom de Wrestling defensivo, já me testei muito nessa parte. Então, é dessa forma que eu vejo a luta. Ele é um cara do Wrestling que não tem um bom Jiu-Jitsu. Nas vitórias que ele tem por finalização, os adversários acabam desistindo, porque ele é um cara bem pesado, então fica jogando por cima, amassando. Vi que ele erra muito jogando por cima, então eu tenho o Jiu-Jitsu a meu favor, com certeza ele não vai conseguir fazer esse jogo de luta agarrada. Vai até poder fazer um pouco, mas vai se desgastar bastante, porque eu estou mais pesado, muito mais forte. Quando eu começar a soltar o meu jogo, ele não vai suportar o meu volume de luta. Esse é um diferencial meu na categoria (peso pesado), fico muito potente e veloz, favorável pra mim.

– Aposta para um desfecho da luta com Romanov

Ele vai cansar muito fazendo esse jogo agarrado, mas um bom palpite para essa luta é um nocaute a 4m59s do terceiro round (risos). Brincadeiras à parte, estou bem confiante e sei que posso vencer em pé e no chão.

– Avaliação do seu desempenho no peso pesado

Estou muito bem nessa categoria. A divisão dos pesados deu uma renovada muito boa no último ano, acho que foi uma das categorias que mais cresceu na organização. Durante anos, a gente teve os mesmos ranqueados ali, então mudou bastante e mudou para melhor. Agora o Jon Jones também está subindo pra cá, então isso dá um ‘glamour’ para a categoria. Eu quero estar no topo da divisão, e acho que com mais essa vitória, entro no Top 15. Depois é trabalhar para seguir vencendo, sempre tendo o topo como meta.

CARD COMPLETO:

UFC Fight Night 176
UFC Apex, em Las Vegas (EUA)
Sábado, 5 de setembro de 2020

Card principal (21h, horário de Brasília)
Peso-pesado: Alistair Overeem x Augusto Sakai
Peso-meio-pesado: Ovince St. Preux x Alonzo Menifield
Peso-meio-médio: Michel Pereira x Zelim Imadaev
Peso-pena: Brian Kelleher x Kevin Natividad
Peso-leve: Thiago Moisés x Jalin Turner

Card preliminar (19h, horário de Brasília)
Peso-médio: André Sergipano x Bartosz Fabinski
Peso-mosca: Viviane Araújo x Montana de la Rosa
Peso-pesado: Alexander Romanov x Marcos Pezão
Peso-galo: Cole Smith x Hunter Azure

* Por Mateus Machado

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