‘Não se nasce em uma família como a minha para trabalhar em outra área’, conta Ian, filho de Sylvio Behring; entenda

Publicado em 15/09/2020 por: Diogo Santarém
‘Não se nasce em uma família como a minha para trabalhar em outra área’, conta Ian, filho de Sylvio Behring; entenda (Foto reprodução TATAME #263)

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* Filho do Mestre Sylvio Behring, Ian teve o privilégio de crescer em uma das mais tradicionais famílias do Jiu-Jitsu. Além disso, pôde conviver de perto com grandes nomes da modalidade e aprender técnicas refinadas. No entanto, aos 9 anos, o faixa-preta não tinha o foco 100% no Jiu-Jitsu. Ian relembrou à TATAME quando iniciou na Capoeira e ficou por algum tempo frequentando os treinos.

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“Quando eu tinha 9 anos comecei na Capoeira e me dediquei por algum tempo. Os movimentos e o ritmo da modalidade fizeram a diferença na hora de optar. Além da Capoeira, nessa época eu seguia treinando Jiu-Jitsu com o professor Saporito”, comentou.

No entanto, não havia como fugir da arte suave. Ian Behring cresceu sob os olhares da família, como o avô GM Flávio Behring, o tio Marcelo Behring, e os GMs Álvaro Barreto e João Alberto Barreto. O hoje professor e competidor contou como é viver cercado de referências tão importantes para o Jiu-Jitsu mundial.

“Eu sempre levei isso muito a sério e com muito respeito. Claro que quando criança não se tem noção do tamanho da responsabilidade, mas ao crescer pude perceber cada vez mais o presente que foi ter nascido nessa família. O momento que decidi viver do Jiu-Jitsu foi quando percebi que isso está no meu destino, afinal, não se nasce numa família como a minha para ser profissional em outra área”

A ligação com o pai é forte dentro e fora dos tatames. Ian relembrou que no começo, quando Sylvio ainda buscava aprimorar o Sistema Progressivo de Jiu-Jitsu, ele foi uma das suas principais cobaias: “Meu pai estava empenhado no desenvolvimento do Sistema Progressivo. Então, acabei servindo de cobaia e sendo um dos privilegiados com o aprendizado da dinâmica”, lembra Ian, que completou sobre o legado do pai.

“Sem dúvida, dentro dos tatames, sempre foi e sempre será a minha maior referência, tanto na didática e metodologia de ensino quanto na prática do Jiu-Jitsu em sua essência. No meu ponto de vista, ele facilitou o ensino e aprendizado do Jiu-Jitsu, principalmente para quem está iniciando. A forma de transmitir o conteúdo fica mais fácil para nós que seguimos o Sistema Progressivo de Jiu-Jitsu”, finalizou.

* Por Yago Rédua

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