Perto de revanche, Lyoto Machoda diz que Phil Davis não está ‘engasgado’, mas destaca: ‘Duelo muito importante’

Publicado em 08/09/2020 por: Mateus Machado
Perto de revanche, Lyoto Machoda diz que Phil Davis não está ‘engasgado’, mas destaca: ‘Duelo muito importante’ Lyoto vai fazer revanche contra Davis no Bellator, em 11 de setembro (Foto reprodução Instagram @lyotomachidafw)

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* Quase um ano depois de sua última luta, que aconteceu em setembro do ano passado, quando foi derrotado por Gegard Mousasi na decisão dividida, Lyoto Machida está pronto para retornar à ação. Na próxima sexta-feira (11), o “Dragão” vai enfrentar Phil Davis na luta principal do Bellator 245, em duelo que será uma revanche de 2013, quando Davis venceu o brasileiro por unanimidade no UFC 163.

Sete anos depois do primeiro encontro, Lyoto agora está com 42 anos, enquanto Davis tem 35. O americano vem de duas vitórias consecutivas no Bellator, contra Liam McGeary e Karl Albrektsson, respectivamente. Já o brasileiro, antes do revés sofrido para Mousasi, em agosto de 2019, também vinha de dois triunfos, diante de Rafael Carvalho e Chael Sonnen. Pronto para o reencontro diante do “Mr. Wonderful”, Machida garantiu que não está “engasgado” pelo resultado negativo na primeira luta, mas ressaltou a importância de vencer.

“Não estou engasgado, de forma alguma, acho que cada momento é um momento, cada luta é uma luta. O duelo contra o Phil Davis é muito importante pra mim. Se trata de uma revanche, sim, mas ao mesmo tempo eu não posso ter aquele sentimento ruim. É uma nova luta, um novo momento, sete anos se passaram desde a primeira luta, então tudo isso nos mostra que esse momento não tem nada a ver com aquele momento. Ele é um outro lutador, eu também, a experiência conta. É uma luta completamente diferente, apesar de sabermos que as características se mantêm”, afirmou Lyoto em entrevista à TATAME.

Confira o restante da entrevista com Lyoto Machida:

– Negociação para revanche contra o Phil Davis

A negociação com o Bellator é sempre tranquila, fácil, mas tudo o que estava impedindo era esse problema que o mundo está vivendo, por conta da pandemia, estava impedindo a realização de eventos. Cada evento tem sua maneira de pensar e o Bellator foi cauteloso, não queria retornar logo. Mas eles falaram que, assim que eles voltassem, eu teria uma oportunidade de lutar, então isso já me deixou bem mais tranquilo.

– Preparação e período de um ano sem lutar 

A preparação está ótima e eu já vinha treinando desde a minha última luta, no ano passado ainda. Eu tirei um descanso de 15 dias e voltei a treinar bem, com objetivo de melhorias técnicas. Mas lógico que o período sem lutar sempre pesa um pouco. Pode dizer que tem experiência, que tem tudo, mas é muito importante você estar em ritmo de competição, em ritmo de luta, isso pesa bastante. Então, com certeza, um ano sem lutar pode pesar, sim, mas também acredito que o treinamento pode compensar de alguma forma.

– Mudanças no camp a partir da experiência

Com o passar do tempo, com a maturidade, a idade, a experiência conta bastante, mas o camp de luta precisa ser todo monitorado. Hoje estou com o Chicão, que faz a minha preparação e a do Patrício Pitbull também. Estou com o Mano Santana, que faz, junto com o Chinzo (Machida), a parte em pé, e o Chad, que me auxilia na parte de Wrestling e Jiu-Jitsu. Esse camp monitorado é muito importante para que se tenha rendimento, e não um treino por treino. A gente está falando de alta performance, de rendimento, então tudo é muito bem medido e qualquer coisa além da conta pode prejudicar. É preciso manter a atenção.

– Atuações no peso médio e no meio-pesado

Em relação à categoria dos meio-pesados, eu sempre gostei dela e estou tendo a chance de poder fazer algumas lutas lá. Acho que essa era o meu objetivo, de poder lutar nas duas categorias, e estou tendo essa oportunidade. O que muda em relação ao peso médio é que não tem aquele estresse de dieta, de cortar peso, e justamente por isso eu me sinto melhor. Sinto que chego (na luta) mais forte, não tem aquele sacrifício de ter que bater o peso, de estar muito ligado nessa parte da dieta. Para o meio-pesado, a minha dieta é comer muito, de forma saudável, comer com qualidade, para manter a massa muscular. É uma dieta muito mais produtiva, ao contrário do corte de peso para o médio, onde a dieta é bem restritiva.

– Primeira luta contra o Phil Davis, em 2013

Não foi um dia legal, porque a vitória não veio. Acho o Phil Davis um lutador excelente, tem a característica de marcar muitos pontos. Lógico que se deixar ele vai finalizar ou nocautear, mas a característica maior dele é de marcar pontos, então ele passa a ser um lutador difícil. Ele quer pontuar e vencer a luta por pontos, o que não vejo nada de errado, é a maneira que ele encara a luta. Tudo mudou, mas acompanho o trabalho dele, porque eu já mirava essa categoria meio-pesado, sabia que ele poderia ser meu adversário.

– Estratégia para impedir o ‘jogo amarrado’

O objetivo é fazer o jogo de MMA. Lógico que eu tenho meu carro-chefe, mas está preparado para a arma principal do Phil Davis, que é o jogo de grappling, de agarrar. Nós que estamos há muitos anos na estrada, a gente já sabe como lidar com isso, que estamos sujeitos a passar por qualquer situação. É um treino de MMA e uma preparação completa. É difícil prever a luta antes de tudo acontecer, mas, como sempre, eu me preparo bastante para poder dar o melhor show para todos. E com certeza espero sair com a vitória.

* Por Diogo Santarém 

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