Ao mestre com carinho: Carlão Barreto cita importância do respeito para as artes marciais e a sociedade; leia e opine

Publicado em 26/10/2020 por: Tatame Tatame
Ao mestre com carinho: Carlão Barreto cita importância do respeito para as artes marciais e a sociedade; leia e opine Carlão Barreto falou sobre a importância do respeito para as artes marciais e a sociedade (Foto divulgação)

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* Fala, galera boa de luta! Estive ausente, desenvolvendo novos projetos, buscando me aprimorar, porque a busca por conhecimento deve ser constante e, por isso, nossa coluna deu uma pequena pausa. Mas estou de volta, ainda mais preocupado com a qualidade do ensino das artes marciais e como nós professores estamos nos posicionando sobre isso.

Sabemos como nosso nicho foi afetado com a pandemia do novo coronavírus, como essa crise mundial nos deu um kataguruma, nos deixando sem ar. Contudo, somos resilientes e as horas de tatame, tomando amasso, ralando a cara, suando e aprendendo, não foram em vão! O Jiu-Jitsu, como outras modalidades de luta, nos ensinam muito da vida. Saber perder, aprender com o erro, resistir diante da pressão, saber no meio da tempestade a ter calma para encontrar uma saída.

Apesar de todas as possibilidades de aprendizado que são oferecidas pela prática das lutas, ainda percebo que muitas pessoas não entendem o real significado do aprendizado das artes marciais. Por exemplo, posso citar uma palavra que é quase um sinônimo da prática das artes marciais: “respeito”. Segundo o dicionário, respeito é um substantivo masculino. Sentimento que leva alguém a tratar as outras pessoas com grande atenção e profunda deferência, consideração ou reverência: respeito pelas mulheres, respeitar os mais velhos. Obediência, acatamento ou submissão: respeito às leis. Ok! Muito bem definido, correto?

Creio todos tem bem claro em suas mentes o real significado dessa palavra. Sendo assim, como pode um professor, um formador de opinião, para fazer valer sua vontade ou melhor, sua verdade, desrespeita outro professor? Ou ainda, um graduado por ter seu ego ferido em um treino, machuca um iniciante? Ou um artista marcial, para promover um evento, desrespeita seu parceiro de trabalho (vejam bem, não estou falando de provocação, isso ok, faz parte do jogo promocional), ferindo seus valores por causa de uma luta?

Quando uma criança entra em uma academia, a primeira coisa que é cobrada e/ou ensinada é o respeito, que está diretamente ligado à disciplina, mas parece que com o passar do tempo, esquecemos desse princípio básico, não só das lutas, mas de toda sociedade. No tatame, aprendemos a respeitar o próximo, pelo amor ou pela dor. “Respeite para ser respeitado” é a frase que deve ser lembrada em cada treino, competição e na vida! Quando nós, professores, não vivemos aquilo que ensinamos, abre-se uma lacuna que pode colocar todo seu trabalho em xeque. Somos influenciadores, o que fazemos irá influenciar crianças e adolescentes, por isso, respeite seu trabalho, o dojo, professor, respeite seu aluno e a si mesmo.

Nós, professores, devemos ficar muito atentos a isso, nossa posição exige uma conduta correta, não podemos exigir algo de nossos alunos e fazer tudo completamente diferente. O dojo é um lugar em que os valores éticos devem ser levados como padrão de conduta, para que nossa contribuição para os alunos, nossa comunidade e a sociedade, seja muito mais abrangente. Por esses valores aprendidos nos tatames da vida, que sou um defensor do ensino de lutas nas escolas. Sendo ensinadas por professores capacitados e com a metodologia certa, o impacto positivo seria enorme para toda a sociedade. Lutas nas escolas já!

Pensar, refletir e agir!

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Bons treinos e grandes vitórias. Fiquem com Deus!

* Por Carlão Barreto

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