Artigo: existem diferenças estruturais entre o cérebro do menino e da menina no tatame? Leia e saiba mais sobre

Publicado em 22/10/2020 por: Mateus Machado
Artigo: existem diferenças estruturais entre o cérebro do menino e da menina no tatame? Leia e saiba mais sobre Artigo fala sobre diferenças entre meninos e meninas, quando crianças, no tatame (Foto Click Art’Suave)

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* Muitos pesquisadores da neurociência têm afirmado que sim. Antes de iniciar esse tema importante nos dias de hoje, acredito que todos os professores, não importando a área de atuação, precisam entender como funciona essa máquina poderosa chamada cérebro.

O cérebro humano é composto de duas semiesferas: o hemisfério direito e o hemisfério esquerdo, os quais mantêm conexões recíprocas para a troca de informações. Mas como a neurociência pode colaborar para todos profissionais da área da educação e saúde?

A neurociência é uma ciência nova, que trata do desenvolvimento químico, estrutural, funcional e patológico do sistema nervoso. As pesquisas científicas começaram no início do século XIX. Nessa ocasião, os fisiologistas Fristsch e Hitzig relataram que a estimulação elétrica de áreas específicas do córtex cerebral de um animal evocava movimentos, e os médicos Broca e Wernicke confirmaram, separadamente, por necropsia, danos cerebrais localizados em pessoas que tiveram déficits de linguagem após acidente.

Em 1890, Cajal, neuroanatomista, estabeleceu que cada célula nervosa é única, distinta e individual. O cientista Sherrington, estudando reações, relata que as células nervosas (neurônios) respondem a estímulos e são conectados por sinapses. Em 1970, desenvolveram-se novas técnicas e produção de imagens, produzindo com clareza o encéfalo e a medula espinhal em vida, fornecendo informações fisiológicas e patológicas nunca antes disponíveis. Dentre as técnicas, existe a tomografia computadorizada axial (TCA), a tomografia por emissão de pósitrons (PCT) e a ressonância magnética (RM). Além dos ditos anteriores, inclui: neurociência molecular, neurociência celular, neurociência de sistemas, comportamental e cognitiva. 

Lembrando que esse artigo não é científico, somente o básico para entendermos algumas diferenças entre o cérebro das meninas e dos meninos. Então por que são diferentes? Está na herança de um sistema neural com o registro de milhões de anos de historia da humanidade, que vem sendo mimetizado conforme vai acontecendo o desenvolvimento do cérebro de uma criança. Biólogos evolucionários acreditam que a necessidade que os homens tiveram em dividir as tarefas por sexo seja responsável pela diferença operacional atual entre os cérebros masculino e feminino.

Naqueles dias, essa divisão das tarefas era uma questão de sobrevivência. Dez mil anos atrás, ao sexo masculino cabiam os papeis de caçador (ocupação espacial) e protetor (ocupação agressiva), e ao feminino, a criação das crianças e a coleta de raízes e vegetais (ocupações verbais e sensoriais). Assim, cada sexo foi desenvolvendo suas conexões internas de forma diferente e peculiar, o que, obviamente, os levou a pensar, sentir, agir e aprender de modo diferente. (Leibig, pag 14)

O cérebro é dividido em dois hemisférios, direito e esquerdo, que são separados e ao mesmo tempo unidos por estruturas de conexão, sendo a principal o corpo caloso. O corpo caloso no cérebro feminino é vinte por cento maior, permitindo à menina uma conexão mais eficiente entre os dois hemisférios cerebrais, o que, em princípio, dá a ela melhores possibilidades de coordenação dos dois lados do cérebro.

Os meninos, normalmente, enxergam melhor e com mais luminosidade, e as meninas usualmente necessitam de menos luz. Habitualmente, a acuidade auditiva das meninas se desenvolve mais cedo do que os meninos, o que permite a elas, durante grande parte do período de desenvolvimento, serem capazes de ouvir melhor do que os meninos. (Leibig, pag15)

Além disso, as meninas são capazes de captar mais nuances de cheiro, além de terem mais facilidade para perceber informações através dos dedos e pele. A maioria das meninas tem a percepção sensorial mais ativada do que os meninos. No entanto, eles assumem mais riscos morais do que elas, assim como são fisicamente mais agressivos. Em relação às habilidades de memorização, as meninas retêm por um período curto de tempo uma grande quantidade de informações e os meninos só armazenam se tiverem relevância para eles e se estiverem organizados de uma forma coerente. Contudo, se estas forem trivialidades, eles as manterão por um longo período de tempo, o que já não ocorre com as meninas.

Para finalizar, a comunicação verbal costuma ser uma habilidade mais desenvolvida nas meninas; elas externam mais os sentimentos, o que não ocorre com os meninos, que tendem a utilizar para esse fim a comunicação não verbal. E por fim, meninos e meninas aprendem diferentemente, sendo assim, homens e mulheres são iguais em dignidade, capacidade de direitos, mas diferentes no desenvolvimento e na maneira de perceber o mundo. Espero ter ajudado nesta simples reflexão.

Referências

  • Mentes que aprendem: um ensaio sobre a Prontidão para Aprendizagem/ Susan Zimog Leibig, (organizadora). São Paulo: All Print Editora, 2011. Pag.14, 15,16.
  • Relvas, Marta Pires: Neurociência e educação: potencialidade dos gêneros humanos na sala de aula / Marta Pires Relvas – 2. Ed. – Rio de Janeiro: Wak Ed, 2010.

 

 

 

 

 

 

 

Quem sou eu? Mônica de Paula Silva, também conhecida como Monica Lambiasi, é graduada em Pedagogia desde 2004. Concursada pela Prefeitura de Embu Guaçu – SP, atua há 13 anos como psicopedagoga clínica, área na qual é pós-graduada desde 2006. Em 2008 concluiu pós-graduação em Didática Superior, e em 2009 concluiu pós-graduação em Educação Especial e Educação Inclusiva. Já em 2017 concluiu pós-graduação em neuropsicopedagoga, e atualmente estuda psicanálise e neurociência. Também é escritora.

Contatos: WhatsApp (11) 99763-1603 / Instagram: @lambiazi03

* Por Mônica de Paula Silva

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