Campeã no Pan da IBJJF, Andressa Cintra diz que ‘ainda tem muito para melhorar’ e celebra retomada durante a pandemia

Publicado em 24/10/2020 por: Diogo Santarém
Campeã no Pan da IBJJF, Andressa Cintra diz que ‘ainda tem muito para melhorar’ e celebra retomada durante a pandemia Andressa Cintra falou sobre título e retorno dos eventos de Jiu-Jitsu (Foto reprodução Instagram @flograppling)

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* Com objetivos cada vez maiores dentro da arte suave, a faixa-preta Andressa Cintra conquistou seu primeiro ouro pan-americano no início deste mês, quando aconteceu o Pan de Jiu-Jitsu da IBJJF, em Kissimmee, na Flórida (EUA). Andressa venceu na categoria meio-pesado, superando Maria Malyjasiak (Abmar Barbosa) na final através das vantagens. Em entrevista à TATAME após o evento, a lutadora comemorou sua performance, mas disse que ainda tem muito para evoluir.

“No Pan 2020 eu tive uma boa performance, busquei o tempo todo lutar pra frente, fiquei feliz com o resultado, mas acredito que tenho muito para melhorar ainda, principalmente em estabilização de posição e concluir as finalizações encaixadas. A evolução precisa ser constante. Eu fiz duas lutas duras, e a final foi a mais difícil, pois não teve pontuação, somente algumas vantagens”, afirmou Andressa, que continuou.

“Esse título é o meu primeiro pan-americano, então significa muito pra mim. Mesmo durante a pandemia, eu treinei todos os dias em casa, sozinha ou com meu marido Lucas Valente, estudei bastante Jiu-Jitsu e mantive a minha mente trabalhando para que quando as competições voltassem eu estivesse melhor do que antes. Acredito que estou só começando na faixa-preta, a cada ano que passa se torna mais difícil, as atletas estão cada vez melhores e eu buscando a minha melhor versão também. Quero conquistar um Grand Slam (Mundial, Pan, Europeu e Brasileiro na mesma temporada), World Pro e, futuramente, o ADCC”.

 

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All glory to God 🙏🏻🥇 I visualize so many times this moment on my head. I did not won alone, thank you my professors @draculinojj and @lucasvalentebjj for everything you do for me, you guys inspire me everyday. Thank you for everyone who was cheering for me, my teammates for the hard pushing and my sponsors for believing in my work. @fighterschoice @kingzkimonos @graciebarratx @amafruits @kickinkombucha @thesanctuarygym @cannixx_cbd . Toda glória a Deus 🙏🏻🥇 Eu visualizei esse momento tantas vezes em minha mente. Eu não venci sozinha, meus professores que me inspiram todos os dias a ser a minha melhor versão @draculinojj e @lucasvalentebjj fazem parte disso. Obrigada a todos que estavam torcendo por mim, aos meus parceiros de treino por me ajudarem e agradeço imensamente aos meus patrocinadores que acreditam no meu potencial @fighterschoice @kingzkimonos @graciebarratx @amafruits @kickinkombucha @thesanctuarygym @cannixx_cbd

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Sobre o impacto da pandemia do novo coronavírus, a representante da equipe Gracie Barra celebrou o retorno das atividades por parte da IBJJF, mesmo sem torcida e com diversos protocolos de segurança implementados, como no Pan. Andressa ainda comentou a respeito das fronteiras fechadas nos Estados Unidos, o que impediu muitos atletas que moram fora do país de competir no torneio.

“O Pan 2020 aconteceu em meio a uma pandemia que deixou o mundo em crise, e a volta das competições me animou muito. Eu estava preparada para lutar em março, mas não teve (o Pan), então foi tudo um choque. Acredito que o vírus é, sim, muito perigoso para quem não tem saúde boa, mas não podemos deixar de viver por causa dele. Com as academias fechadas, muita gente perdeu, e ver a IBJJF dando o seu melhor para voltar me deixou mais feliz. Eles tomaram todas as providências para fazer com que o campeonato fosse um sucesso, e foi”, opinou a faixa-preta, campeã mundial em 2019, antes de encerrar sobre as reclamações dos atletas que não conseguiram disputar o Pan-Americano.

“Me colocando no lugar deles, consigo sentir a revolta. Mas precisamos ver pelo contexto geral, já que todos nós sofremos com a pandemia, inclusive a IBJJF. Aqui nos Estados Unidos, estamos voltando ao normal e tem funcionado. Espero que em breve as fronteiras se abram e possamos ter os eventos cheios de novo”.

* Por Diogo Santarém

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