Coluna da Arte Suave: a importância que um ‘treino livre’ pode ter na evolução do atleta de Jiu-Jitsu; leia e opine

Publicado em 02/10/2020 por: Mateus Machado
Coluna da Arte Suave: a importância que um ‘treino livre’ pode ter na evolução do atleta de Jiu-Jitsu; leia e opine Em seu novo artigo, Luiz Dias fala sobre a importância do ‘treino livre’ ao atleta (Foto: Ilan Pellenberg)

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* A hora dos treinos livres é um momento esperado por todos os lutadores. E é uma tendência procurarmos sempre aqueles treinos mais duros. É muito bom ter instinto competitivo, mas temos também de avaliar o foco do treino. Normalmente, ao treinar com atletas mais duros, o lutador acaba exercitando mais o seu lado defensivo do que o ofensivo. Por isso, é interessante intercalar seus treinos. 

Treine com atletas mais graduados, mais fortes, mas treine também com aqueles menos graduados, porque assim você pode praticar e testar suas finalizações, além de proporcionar um bom treino ao lutador iniciante ou menos graduado. Alterne também em relação à questão de peso (categorias). Um treino com um atleta mais pesado ou pesadíssimo é diferente de um treino com um atleta mais leve. Serão lutas diferentes, giros diferentes, posições diferentes… Assim você não fica com o treino “viciado”. 

Acabamos treinando pela amizade, mas assim sempre sabemos as posições, os ataques e defesas que estão por vir. Procure treinar com todos de sua academia e, em cada treino, coloque um foco: defesa, ataque e raspagem. Às vezes, a raspagem de um atleta mais pesado é mais difícil de conseguir do que uma finalização. O foco da luta, naquele momento, não necessariamente deve ser finalizar seu oponente, mas uma passagem de guarda naquele parceiro de treino que você considera ter uma guarda difícil de passar. 

Você consegue encaixar suas posições em ambos os lados? Então treine! Foque nessa missão e planeje seus treinos. Busque posições no lado em que normalmente não tem confiança para executar em um campeonato. O bom lutador não pode ter essa limitação. Certamente, todos têm um lado mais habilidoso, mas isso não impede que a gente desenvolva o outro. Eu, como professor, procuro alternar os meus treinos. E gosto muito. Não somente por treinar com os meus alunos e poder perceber seus progressos e dificuldades a serem trabalhadas, mas para mim mesmo como lutador. Assim, minha mente está sempre aberta para qualquer oponente. 

Fica a dica para os professores: a integração de todos os alunos. Evitar que formem “panelas” dentro do seu dojô. É importante para a sua academia que todos treinem entre si. Todos podem propiciar bons treinos; é só determinar o foco de cada treino. Todos dependem uns dos outros na evolução da nossa arte suave. É a interdependência entre alunos e professores nos tatames. Os mais graduados precisam dos menos graduados para treinar e testar posições. Os menos graduados aprendem com os mais graduados. E assim uma academia se fortalece no nível técnico e na amizade. Bons treinos! OSS!

Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o http://www.geracaoartesuave.com.br/. Oss!

* Por Luiz Dias

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