Coluna da Arte Suave: um ‘alerta’ aos atletas de Jiu-Jitsu e outros esportes sobre as condutas antidesportivas

Publicado em 09/10/2020 por: Mateus Machado
Coluna da Arte Suave: um ‘alerta’ aos atletas de Jiu-Jitsu e outros esportes sobre as condutas antidesportivas Em seu novo artigo, Luiz Dias fala sobre importância de atletas terem atitudes corretas (Foto: Reprodução)

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* Há pouco tempo, vi uma pesagem num grande evento de MMA, e com um desfecho dela no cage sem a menor necessidade. Me veio um questionamento se ainda nos dias de hoje existe espaço para atletas com atitudes antidesportivas. Um marketing pessoal, uma troca de farpas na entrevista para acender os ânimos do público, guerra de nervos entre os atletas acho até válido. Tem a parte da propaganda do evento, o público falando sobre o combate, tudo certo sobre o lado de marketing. 

Os lutadores, no caso do MMA, principalmente, são profissionais, vivem de suas imagens para serem vinculadas a patrocínios, propagandas de maneira geral, cativar alunos para suas próprias academias. Nos dias de hoje, ficar fazendo papel de “bad boy” não creio que tem mais espaço para isso. Será ainda necessário fazer essas atitudes, como ficar de cara fechada, declarações agressivas de um lutador sobre seu adversário, alguns estendem esses comentários a níveis pessoais, entre outras coisas. 

Muitos gostam, acham que faz parte do espetáculo querer brigar na hora da pesagem ou na entrevista. Mas se queremos que a luta tenha o respeito como tem tantos outros esportes, essas atitudes tem que ficar como lembranças do passado. Você não precisa apertar as mãos caso não queira, mas milhares de pessoas, que entendem de luta ou não, estão vendo as entrevistas, pesagens e os próprios eventos, às vezes pensam em fazer uma luta, ou tem filhos que querem lutar e quando veem esses momentos de agressão entre os atletas, vocês acham que ideia eles terão das lutas? 

Certamente, podem afastar possíveis praticantes. A segurança que a arte marcial nos dá tem que refletir na conduta dentro e fora dos ringues. Esses embates vejo como fatos de eras passadas, creio não serem mais precisos. O público de hoje acessa sites de lutas, simpatiza com determinados atletas, lê revistas especializadas. O marketing esportivo está ai, as lutas devem ser um caminho de transformar as pessoas para o bem. 

Prefiro imaginar um lutador como referência de conduta, saúde, estilo de vida saudável, longe das drogas, brigas e discussões desnecessárias. O lutador ou professor devem ser associados a vida saudável, bons hábitos, longevidade da forma física e mental. Essas atitudes antidesportivas devem ser combatidas e proibidas pelos treinadores e professores com seus alunos em suas academias, campeonatos e eventos de MMA ou Jiu-Jitsu. Quanto mais a imagem do lutador for associada a aspectos positivos de esporte, saúde, estilo de vida, teremos do Jiu-Jitsu ao MMA a tendência crescente de busca de praticantes por academias, mais atletas competindo por consequência e o reconhecimento e o respeito que tanto queremos das artes marciais.

Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o http://www.geracaoartesuave.com.br/. Oss!

* Por Luiz Dias

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