Recuperado da Covid-19, Turman relata dificuldades causadas pelo vírus e festeja renovação de contrato com o UFC

Publicado em 22/10/2020 por: Mateus Machado
Recuperado da Covid-19, Turman relata dificuldades causadas pelo vírus e festeja renovação de contrato com o UFC Wellington Turman falou sobre o período em que esteve com Covid-19 (Foto reprodução Instagram @turmanmma)

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* Wellington Turman foi um dos diversos atletas do UFC a testar positivo para Covid-19 e passar pelas dificuldades impostas pelos sintomas do vírus. Foram cerca de duas semanas onde o lutador passou por febre, falta de ar e dor no peito, mas a maior consequência foi o adiamento de sua luta contra Sean Strickland, que aconteceria no dia 31 de outubro, em Las Vegas (EUA), pelo UFC Fight Night 181, em evento que vai marcar a despedida de Anderson Silva do MMA.

Já recuperado do coronavírus e de volta aos treinos, o lutador peso-médio do Ultimate acredita que tenha sido infectado em uma reunião familiar que ocorreu no feriado de 7 de setembro, tendo em vista que, após o encontro, algumas das pessoas presentes também testaram positivo para Covid-19. Em entrevista à TATAME, o curitibano, de apenas 24 anos, falou como foi o período em que precisou ficar isolado em casa.

“Esse período com Covid-19 foi bem ruim e difícil. Tive sintomas por pouco mais de 10 dias, onde fiquei ‘derrubado’ mesmo, de cama, e eu detesto ficar dessa forma, porque eu tenho uma rotina muito agitada e é difícil ficar doente, algo me ‘derrubar’. Ficar parado em casa e deixar de fazer o que eu amo por alguns dias foi complicado, mas graças a Deus, apesar dos sintomas, o que eu tive não foi nada grave, não precisei ir ao médico. Foi um período importante também para dar valor às coisas. Cada dia que eu ficava em casa, eu pensava: nunca mais vou reclamar de levantar cedo para ir treinar (risos). Foi um período para eu dar valor ao que faço e ver o quanto amo o esporte”, disse o curitibano, que também comentou seu retorno aos treinos e que, apesar de algumas dificuldades no início, já está fazendo as atividades de forma normal.

“Logo depois da minha quarentena, eu não voltei a treinar logo, porque meu mestre não deixava (risos), apesar de eu querer muito. Esperei mais uma semana ainda para ver como eu ficaria, porque sentia um pouco de dor no peito ainda. Quando voltei aos treinos, eu não podia forçar muito, por conta da dor no peito mesmo, porque se eu me forçasse muito, fizesse um treino intenso, eu ficava com essa dor o dia inteiro. Eu fiz isso um dia e acabei vendo que não estava tudo certo ainda. Agora eu já estou bem, estou conseguindo treinar normalmente, então acredito que já passou o vírus e está tudo certo”.

Sem lutar pelo Ultimate desde agosto, quando foi derrotado por Andrew Sanchez ainda no primeiro round, Turman agora aguarda por uma nova data para voltar a lutar na organização. Com dois reveses e uma vitória em seu retrospecto na franquia, Wellington espera fazer seu próximo combate no fim deste ano, mas ressaltou que uma oportunidade logo no início de 2021 também seria bem-vinda.

“Eu queria muito lutar esse ano, talvez final de novembro, começo de dezembro, para passar o final do ano feliz (risos). Mas se for em 2021, estarei preparado, quanto mais tempo melhor para eu me preparar bem e evoluir. Se não for em dezembro, pode ser em janeiro ou fevereiro. O importante é que vou estar pronto em qualquer uma dessas datas”, destacou o peso-médio brasileiro, que por fim, revelou que seu contrato com o UFC foi renovado por mais quatro lutas e contou o que espera do seu desempenho no próximo ano.

“Estou bem empolgado, muito feliz, porque consegui renovar meu contrato com o UFC por mais quatro lutas, mesmo vindo de derrota. Isso mostra que eles acreditam muito em mim. Estou com uma expectativa enorme, porque depois da última luta, a gente mudou muitas coisas nos nossos treinos. Conhecemos professores novos, companheiros de treino novos, então podem ter certeza que virei diferente para minha próxima luta. Estou animado com minha evolução e com o tempo que tenho ao meu favor, afinal, tenho 24 anos, sou muito novo ainda, sou um dos mais novos da categoria, então tenho tempo e tenho vontade de evoluir. Posso estar numa sequência negativa de resultados, mas acredito no meu potencial, agora é só fazer minha parte, continuar trabalhando duro e com certeza vou engatar uma boa sequência de vitórias”.

* Por Mateus Machado

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