Ainda há espaço para o uso do termo ‘creonte’ dentro do Jiu-Jitsu? Lutadores e seguidores da TATAME respondem

Publicado em 09/11/2020 por: Yago Redua
Ainda há espaço para o uso do termo ‘creonte’ dentro do Jiu-Jitsu? Lutadores e seguidores da TATAME respondem Sua opinião desta semana debateu se ainda existe espaço para o termo ‘creonte’ no Jiu-Jitsu (Foto divulgação)

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Hoje em dia, o atleta de Jiu-Jitsu que muda de equipe ainda pode ser chamado de “creonte”? Já há algum tempo, lutadores migram para times maiores em busca de melhores oportunidades. No “Sua Opinião” desta semana, trazemos em destaque o tema da edição #264 da TATAME.

O termo “creonte” foi implantado no Jiu-Jitsu no fim da década de 1980 pelo lendário mestre Carlson Gracie, que com seu jeito irreverente tratava assim os lutadores que mudavam de equipe. “Creonte” era um personagem da novela Mandala, que foi ao ar na Rede Globo em 1987 e ficou caracterizado por ser sem caráter e traidor, dando origem ao que representava ser “creonte” no meio da arte suave. Mas será que hoje em dia ainda há espaço para chamar algum atleta de “creonte”? Na visão da grande maioria, não.

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“Em relação ao termo ‘creonte’, o atleta sempre precisa fazer o que é melhor para ele. O problema do atleta de Jiu-Jitsu é que ele não consegue ver a longo prazo e muitas vezes toma uma decisão porque a academia deu uma camiseta a mais, deu 100 reais, enfim. Sempre baseado no dinheiro e nunca naquela pergunta que devemos fazer: onde eu quero estar daqui a 5 anos? Daqui a 10 anos?”, disse Michel Langhi, da Alliance SP.

Já Mahamed Aly não vê espaço para o termo atualmente: “O cara que chama o outro de ‘creonte’, hoje em dia, é ridículo, é burro, ignorante, ultrapassado. E, com certeza, é um cara que não deu certo no esporte. Não vejo um cara que deu certo no esporte falando isso”, disparou o faixa-preta em contato à TATAME.

Através de uma publicação no Instagram, a TATAME também abriu espaço para os seguidores opinarem sobre o assunto e colocaram os seus pontos de vista. Confira abaixo algumas opiniões dos seguidores: 


“Já troquei de academia algumas vezes por conta da carreira e evolução da mesma, mas tenho todas essas portas abertas, ser creonte tem muito mais a ver com ingratidão e falta de caráter do que mudar de academia. Muitas vezes, a academia não pode fornecer ao atleta o que ele precisa e deve deixá-lo seguir seu caminho ou fornecer o suporte necessário a ele. Prender o atleta por puro ego é errado e injusto já que ninguém vai pagar as contas e nem viver o sonho desse atleta por ele”, @sarahfrotafc (atleta do UFC).

“Eu acho que creonte é uma coisa e profissionalismo é outra completamente diferente. Existem pessoas que trocam de time. E pessoas que trocam de equipe por falta de caráter, desrespeitando seu mestre/professor. Esse não é profissional, mas sim o verdadeiro creonte”, @regirochabjj.

“O termo creonte sempre vai existir. Sim, hoje existe aquele atleta que muda de equipe para buscar uma melhora, evolução nos seus treino e que sai pela porta da frente da academia, é sempre bem-vindo. E existe o creonte, aquele que sai pela porta de traz, faz picuinha, deixa mal-estar na equipe que deixou. Nunca será bem-vindo de volta. Então, a resposta é sim, creontes sempre vão existir…”, @mariotampicco.

“Esse papo de crente não cola mais, porque muitos professores não honram seus alunos só veem o lado financeiro, esquecem do estilo de vida e a tradição do Jiu-Jitsu”, @tarcizo_ferreira.

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