Fellipe Andrew cita participação de Rodrigo Cavaca em saída da Zenith para a Alliance e diz: ‘Ele pensou no melhor para mim’; veja

Publicado em 17/11/2020 por: Mateus Machado
Fellipe Andrew cita participação de Rodrigo Cavaca em saída da Zenith para a Alliance e diz: ‘Ele pensou no melhor para mim’; veja Fellipe Andrew anunciou saída da Zenith BJJ e agora integra o time da Alliance (Foto IBJJF)

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* Campeão absoluto na disputa do Europeu e também do Pan-Americano da IBJJF (International Brazilian Jiu-Jitsu Federation), este último realizado no início de outubro, Fellipe Andrew teve um 2020 de conquistas, mas, acima de tudo, de mudanças importantes em sua carreira. Isso porque, em julho, o faixa-preta confirmou sua saída da Zenith BJJ, equipe comandada por Rodrigo Cavaca, para integrar o time da Alliance, liderada por Fábio Gurgel.

Agora fazendo parte da Alliance San Diego, nos Estados Unidos, Andrew optou por um caminho que vem se tornando cada vez mais “natural” no mundo da arte suave. Embora a prática não tenha ainda uma “aceitação completa” por parte de alguns praticantes e professores, a troca de equipes vem sendo adotada por muitos lutadores que buscam evolução, melhor estrutura para treinos e oportunidades em torneios.

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A troca de Andrew da Zenith pela Alliance, ao contrário do que muitos podem imaginar, não aconteceu de forma turbulenta. Em entrevista à TATAME, Fellipe, que é o atual líder no ranking 2019/2020 da IBJJF entre os melhores no masculino adulto faixa-preta com quimono, revelou que a ida para San Diego contou com participação direta de Cavaca, seu professor durante anos e responsável por lapidar o jogo do craque.

“Na verdade, foi uma decisão (troca de equipe) tomada não por mim, mas sim pelo meu professor (Rodrigo Cavaca). O motivo foi pela estrutura que eu estava recebendo, ele pensou no melhor para mim e eu segui o conselho. Agradeço muito a ele pela postura, em sempre pensar no meu melhor como atleta e por toda a ajuda nesses anos”, disse o lutador, que também falou sobre como avalia as críticas que os atletas ainda recebem a partir do momento que trocam de equipe, e o que mais evoluiu e absorveu com a mudança.

Veja outros trechos da entrevista com o faixa-preta:

– Críticas e como lidar com o processo de troca de equipe

As críticas em relação a esse assunto vão sempre existir, não tem jeito. Mas as críticas só vêm de quem não evoluiu e ficou parado no tempo. Estou e estarei sempre buscando minha evolução como atleta, pensando no meu melhor como atleta de Jiu-Jitsu, na evolução dos meus treinos e na minha melhora no dia a dia.

– O que mais evoluiu desde que trocou a Zenith pela Alliance

Toda mudança agrega na vida de cada um, e comigo não foi diferente. Eu senti que aprendi muito em vários aspectos no meu dia a dia, não só na questão dos treinamentos e nas competições. Foi uma melhora e aprendizado de uma maneira geral, e só tenho a agradecer a todos envolvidos nesse processo gratificante.

– Reação do Cavaca na época e relação com ele atualmente

Como eu falei anteriormente, foi uma decisão partida dele (Rodrigo Cavaca) a minha troca de equipe. Hoje em dia a nossa relação continua a mesma coisa, conversamos sempre. Acho que o papel de um professor de verdade é ensinar e querer o melhor para o seu aluno, e foi o que ele sempre fez com louvor.

– Avaliação do mercado de troca de equipes e profissionalização

A minha opinião é de que o Jiu-Jitsu está cada vez mais profissional. É loucura um professor querer prender um aluno e tratá-lo apenas como (um número) e não pensar nas suas dificuldades. Se ele vê que em outra equipe o atleta tem mais condições de evoluir, que deixe o atleta seguir em frente. Esse é o caminho natural.

* Por Mateus Machado

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