* Desde 2014 no Ultimate, o brasileiro Marcos Pezão vive altos e baixos na organização, e há dois anos decidiu migrar para a categoria dos pesados em busca de “novos ares”. Em três lutas na divisão, o paulista soma duas vitórias e uma derrota, e no seu último compromisso, em fevereiro deste ano, despachou Ben Sosoli por nocaute ainda no primeiro round.

Na sequência, Pezão foi escalado para enfrentar Alexander Romanov em setembro, mas após testar positivo para Covid-19, acabou cortado no dia do evento. Já recuperado, ele retorna ao octógono no próximo sábado (7), quando terá pela frente o mesmo Romanov, desta vez no card preliminar do UFC Vegas 13, nos EUA.

“Estou com uma expectativa muito boa para esse retorno. Não foi fácil sair do card na hora da luta (contra o Alexander Romanov, no UFC Vegas 9). Eu já tinha arrumado minha bolsa, estava pronto para a luta e me avisaram que eu não ia lutar. Foi frustrante, mas naquele momento procurei me manter calmo, focado na recuperação. No domingo eu bem fiquei mal, com febre, dor no copo, e só no quinto dia comecei a me recuperar. Sem dúvida um momento difícil, mas que conseguir passar por ele”, contou o lutador em entrevista à TATAME, completando sobre a preparação realizada na renomada equipe American Top Team.

“Como o UFC falou que ia colocar uma luta pra mim em data próxima (a que foi cancelada), eu preferi ficar na ATT e manter os treinos. Faço camp lá desde 2013, conheço bem a galera, então fiquei, não mudei nada e só intensifiquei os treinamentos, porque a estratégia já estava traçada para o Alexander Romanov”.

Aos 35 anos, Pezão acumula 17 vitórias, seis derrotas e um empate em sua trajetória no MMA profissional, mas não vence duas lutas seguidas desde que estreou no Ultimate. Para superar essa marca, o brasileiro garante ter estudado o jogo do rival moldavo, e além disso, destacou suas qualidades no peso pesado.

“Podem esperar o melhor de mim, pois sou um cara que não gosto de enrolar, vou pra dentro, para definir a luta. O Romanov tem um bom Wrestling, controla bem a luta no chão, mas não tem um bom Jiu-Jitsu, possui muitas brechas. E eu estou indo pronto para tudo. Fiz um camp maravilhoso com a ajuda do Steve Mocco, uma lenda do Wrestling, então to confiante no meu jogo, seja em pé ou no chão”, disse Marcos, encerrando:

“Vou me manter de peso pesado, fico mais saudável na categoria. Até conversei com alguns amigos que consegui aumentar minha performance subindo de peso, porque as vezes isso não acontece, você fica mais lento, perde performance, e comigo foi diferente. Sempre fui muito agressivo, explosivo, e no meio-pesado me esforçava tanto para perder peso que eu não lutava bem. Nessa categoria, em ‘off’, eu tenho cerca de 120kg, e na hora da luta fico com 115, 116kg, bem rápido, forte e veloz. Com certeza o peso me atrapalhava muito (para deslanchar), e agora no pesado vocês vão ver essa diferença”, projetou o lutador brasileiro.

CARD COMPLETO:

UFC on ESPN 17
UFC Apex, em Las Vegas (EUA)
Sábado, 7 de novembro de 2020

Card principal (0h, horário de Brasília)
Peso-meio-pesado: Thiago Marreta x Glover Teixeira
Peso-pesado: Andrei Arlovski x Tanner Boser
Peso-galo: Raoni Barcelos x Khalid Taha
Peso-médio: Ian Heinisch x Brendan Allen
Peso-palha: Cláudia Gadelha x Yan Xiaonan

Card preliminar (21h, horário de Brasília)
Peso-médio: Trevin Giles x Bevon Lewis
Peso-pena: Giga Chikadze x Jamey Simmons
Peso-pesado: Alexandr Romanov x Marcos Pezão
Peso-pena: Darren Elkins x Luiz Eduardo Garagorri
Peso-meio-médio: Max Griffin x Ramiz Brahimaj
Peso-galo: Gustavo Lopez x Anthony Birchak

* Por Diogo Santarém