Artigo: a importância do professor de artes marciais entender e lidar com o ‘transtorno ansioso’ dos alunos nos treinos

Publicado em 03/11/2020 por: Mateus Machado
Artigo: a importância do professor de artes marciais entender e lidar com o ‘transtorno ansioso’ dos alunos nos treinos Mônica de Paula falou sobre o ‘transtorno ansioso’ em crianças e adolescentes (Foto reprodução Instagram @henriquesaraivajj)

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* Ao iniciar esse artigo, quero esclarecer que todos nós somos ansiosos por natureza, algumas pessoas em níveis leves e outras em níveis severos, necessitando de uma avaliação psicológica e psiquiátrica, podendo evitar prejuízos na vida pessoal e profissional. Sendo assim, podemos afirmar que viver ansioso 24h por dia é desgastante e insuportável.

Umas das características do transtorno ansioso é desconforto, inquietação, níveis de ansiedade em relação aos acontecimentos e mente barulhenta, além de desencadear sintomas somáticos, como sudorese, boca seca, coração acelerado, nervosismo, insônia e outros sintomas, dependendo da forma como o organismo irá reagir diante das pressões do dia a dia. Lembrando que cada pessoa tem a sua forma de sentir esse transtorno em sua mente. O que pode manifestar em você, pode não ser o mesmo para outro.

Como entender esse transtorno em crianças e adolescentes? Muitos especialistas da saúde mental, em seus artigos, relatam o resultado da interação de fatores como herança genética e grau de ansiedade paterna.

Dica: prestar atenção nos comportamentos familiares pode ajudar o professor a entender algumas ações de seus alunos, afinal, qual é o estilo de criação oferecido por esses pais?

Além do temperamento de cada criança, precisamos estar atentos para mudanças comportamentais, como: medo, insegurança e ansiedade. Lembrando que todos nós estamos vivenciando uma pandemia, o que modificou nossas estruturas emocionais e nossa forma de ver o mundo. 

Nota: o transtorno de ansiedade generalizada (TAG) atinge cerca de 3% a 6% de crianças e adolescentes em idade escolar, e as meninas são as mais acometidas pelo problema. Outra característica epidemiológica importante é que os índices desse transtorno tendem a ser maiores na adolescência do que na infância. O TAG é caracterizado por excessivas preocupações, ansiedade e intensa dificuldade para controlá-la, normalmente relacionada com eventos futuros. Essas preocupações dificultam os funcionamentos social, acadêmico e ocupacional de crianças e adolescentes, e como citado, com mais meninas atingidas.

Quanto mais informações a respeito do diagnóstico, dos sintomas, das características e do tratamento, mais fácil será lidar com o problema, e teremos sucesso no auxílio a essas crianças e adolescentes. Casos graves de transtornos ansiosos necessitarão de avaliação psicológica e psiquiátrica, e possível acompanhamento.

Caso clínico

Márcia (nome fictício), 9 anos, tem apresentado os devidos sintomas de ansiedade intensa, que tem prejudicado seus desempenhos acadêmicos e sociais. Ela é muito ansiosa, insegura, pessimista e está sempre preocupada com alguma coisa. Tem apresentado irritabilidade e cansaço. Durante os testes, fica tensa e começa chorar, e devido ao nervosismo, não consegue executar as atividades do seu cotidiano.

Para finalizar, quero que saibam que a criança e o adolescente não quer ser avaliado e julgado, temendo ser ridicularizado por outras pessoas. O maior temor é serem considerados estranhos. Por esse motivo, tenha paciência e empatia, e conversem com a família para fazer o mesmo. Só assim vamos ajudar essa criança/adolescente a superar esse momento sombrio.

Referências

  • Teixeira, Gustavo – Manual dos transtornos escolares: entendendo os problemas de crianças e adolescentes na escola/ Gustavo Teixeira – 2° edição Rio de Janeiro; BestSeller/2013.

Quem sou eu? Mônica de Paula Silva, também conhecida como Monica Lambiasi, é graduada em Pedagogia desde 2004. Concursada pela Prefeitura de Embu Guaçu – SP, atua há 13 anos como psicopedagoga clínica, área na qual é pós-graduada desde 2006. Em 2008 concluiu pós-graduação em Didática Superior, e em 2009 concluiu pós-graduação em Educação Especial e Educação Inclusiva. Já em 2017 concluiu pós-graduação em neuropsicopedagoga, e atualmente estuda psicanálise e neurociência. Também é escritora.

Contatos: WhatsApp (11) 99763-1603 / Instagram: @lambiazi03

* Por Mônica de Paula Silva

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