Brasileira Juliana Velasquez confirma disputa de cinturão no Bellator e sonha em ser campeã com Cyborg: ‘Uma honra’

Publicado em 08/11/2020 por: Diogo Santarém
Brasileira Juliana Velasquez confirma disputa de cinturão no Bellator e sonha em ser campeã com Cyborg: ‘Uma honra’ Juliana vive grande fase no Bellator e vai disputar cinturão peso-mosca (Foto Bellator MMA)

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* Invicta no MMA, com um cartel de dez vitórias, a brasileira Juliana Velasquez terá o maior desafio da sua carreira até agora no próximo dia 10 de dezembro, quando vai disputar o cinturão peso-mosca com a campeã Ilima-Lei Macfarlane na luta principal do Bellator 254, em Uncasville, Connecticut (EUA). A informação foi confirmada pela própria lutadora em entrevista à TATAME, após notícia da ESPN americana.

“Eu já assinei o contrato. Acho a Ilima-Lei uma grande atleta, muito boa na parte de grappling e chão, mas acredito no meu jogo. Eu já esperava por essa luta, então os treinos não pararam”, comentou a desafiante.

Aos 34 anos e desde 2017 no Bellator, Juliana esperava der disputado o título peso-mosca no fim de 2019, mas acabou escalada para enfrentar sua compatriota, Bruna Ellen, em dezembro, quando venceu por decisão unânime dos jurados. Depois, aguardou o desenrolar da pandemia: “Eu achei que ia lutar pelo cinturão antes de encarar a Ellen, mas aconteceu de me colocarem com ela. De qualquer forma, estou me sentindo feliz, com os pés no chão e venho trabalhando por essa oportunidade há um bom tempo”.

O desafio da brasileira, porém, é grande. Também invicta no MMA, Ilima-Lei MacFarlane soma 11 triunfos em sua trajetória profissional, dez deles no Bellator, onde estreou em 2015 e vem numa crescente deste então. Para superá-la, Juliana focou nos treinos na Team Nogueira, e se vê melhorando dia após dia.

“Os treinos estão a todo vapor na minha equipe, Team Nogueira. Eu me preparo em todas as áreas, gosto de estar pronta para qualquer situação. Me mantive treinando forte apesar do tempo parado (cerca de um ano) e a cada treino sinto uma evolução”, analisou a peso-mosca, que ainda citou os impactos da pandemia.

“Essa pandemia foi péssima não só para a Juliana, mas para todos os lutadores. Logo no início foi aquele susto e acabamos não treinando na academia, mas logo nos ajeitamos para conseguir voltar ao normal”.

Exemplo de Cris Cyborg

Um dos maiores nomes da história do MMA feminino, tendo conquistando o “Grand Slam” (títulos no Strikeforce, Invicta FC, UFC e Bellator), Cris Cyborg entrou em ação pela última vez no dia 15 de outubro, quando, na luta principal do Bellator 249, finalizou Arlene Blencowe para seguir como campeã peso-pena.

Com apenas duas lutas no Bellator, Cyborg chegou à franquia no início deste ano, quando desbancou a então campeã dos moscas Julia Budd. Com uma longa e vitoriosa trajetória no MMA, a curitibana serve de exemplo para Juliana Velasquez, que sonha em compartilhar com Cris o topo das divisões femininas.

“A chegada da Cris (ao Bellator) foi maravilhosa, sempre fui muito fã dela. Ser do mesmo evento que ela é um prazer e honra. Eu sempre acompanhei a Cris desde a época do Strikforce. E claro, me imagino campeã com ela. Será uma honra estar no topo ao lado de um dos grandes nomes do MMA feminino”, encerrou.

* Por Diogo Santarém

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