O retorno de Mike Tyson aos ringues, após 15 anos, acontece no próximo sábado (28), contra Roy Jones Jr – outra lenda do esporte -, em Los Angeles (EUA). O hype para o combate é enorme, em especial após publicações de diversos vídeos do treinamento de “Iron Mike” ao longo dos últimos meses. No entanto, Andy Foster, diretor-executivo da Comissão Atlética do Estado da Califórnia, voltou a afirmar que o combate será apenas uma exibição.

O dirigente do órgão que vai regulamentar o combate fez questão de deixar claro as regras em entrevista ao MMA Fighting para não “desapontar” os fãs. Segundo Andy, a disputa não terá juízes marcando pontos de forma oficial e, ao fim dos oito rounds, será entregue um cinturão comemorativo para ambos os lutadores.

“Vamos chamar (o combate) de exibição. Quero que o público saiba o que é, porque não quero que fiquem desapontados. Contanto que eles saibam que é uma exibição, tudo bem para todos. Isso é uma coisa muito centrada no entretenimento. É sobre entretenimento, não se trata de competição”, comentou Foster.

“Não há juízes oficiais. O WBC (Conselho Mundial de Boxe) vai ter alguns jurados como celebridades convidadas. Não vai ter pontuação acumulativa. Nenhum vencedor será anunciado. As papeletas não oficiais são apenas para entretenimento e isso é feito remotamente pelo WBC. Não pela comissão, porque ela não credenciou esses juízes por causa do coronavírus. É apenas para fins de entretenimento”, concluiu.

Outra peculiaridade do combate é a utilização de luvas de 12 onças. Chegou a ser especulado que os dois lutadores fossem usar capacete, mas isso foi vetado. Tyson e Jones passaram por exames médicos e de antidoping, como é habitual nos eventos. Caso alguém tenha um corte profundo, o duelo será interrompido.

Aos 54 anos, Tyson não luta desde 2005, enquanto Roy Jones Jr, aos 51, não sobe ao ringue desde 2018.