Faixa-preta da Alliance formada por Fábio Gurgel, a craque Renata Marinho somou mais um título ao seu currículo no início deste mês de dezembro, quando conquistou o cinturão do evento Born To Fight em superluta No-Gi contra Welma. Foi a terceira participação de Renata no torneio, que em entrevista à TATAME, celebrou o objetivo cumprido.

“O evento acontece todo ano em Brasília e eu participei em 2017, 2019 e 2020. É um formato diferente: são 10 minutos, sem pontuação, onde o objetivo é finalizar e as regras são as mesmas do ADCC. Caso não haja finalização, a luta vai para a decisão dos juízes”, disse a faixa-preta, completando sobre sua atuação.

“Todos os anos eu enfrento alguém da cidade local e este ano foi a Welma. Não houve finalização, a luta foi para a decisão, mas eu sai, sim, satisfeita com minha atuação. A Welma é uma excelente atleta, jogamos pra frente todo o tempo e até levamos o prêmio de melhor performance, pois foi um duelo eletrizante”.

Questionada se as mulheres estão ganhando mais espaço no Jiu-Jitsu, Renata respondeu que sim, mas acredita que o potencial feminino ainda pode ser melhor explorado: “Eu vejo que aos poucos os organizadores vão cedendo espaço para nós mulheres e acabamos roubando a cena, o que faz eles acreditarem ainda mais na nossa capacidade”, afirmou a atleta, antes de encerrar sobre os seus planos.

“Para essa reta final de 2020 ainda tem algumas competições que vão acontecer e eu pretendo lutar, e em 2021, quando for dada a largada dos grandes eventos, quero estar presente em todos eles. Por enquanto, outra superluta ainda não tenho previsão, somente os eventos normais mesmo”, finalizou a faixa-preta.