A última luta de Anderson Silva no UFC, realizada no final de outubro – um derrota por nocaute para Uriah Hall -, marcou o início de uma série de questionamentos a respeito do futuro do brasileiro no MMA. Antes e depois do combate diante do jamaicano, o ex-campeão peso-médio do Ultimate ressaltou sua vontade de permanecer lutando, no entanto, aos 45 anos, o “Spider”, ao que tudo indica, não terá as maiores organizações do esporte entre as opções para o seu futuro na modalidade.

Após Scott Coker, presidente do Bellator, negar um possível interesse na contratação de Anderson Silva, organizadores de eventos como PFL (Professional Fighters League), ONE Championship e BKFC (evento de Boxe sem luvas) também descartaram a possibilidade de contar com o brasileiro em seus respectivos elencos. Entretanto, em meio à tantas negativas, o veterano viu uma chance de se manter ativo no MMA na Ásia, mais precisamente no Japão, onde já fez sucesso lutando pelo PRIDE e também no Shooto.

Presidente do RIZIN Fighting Federation, Nobuyuki Sakakibara – que também presidiu o extinto PRIDE – demonstrou interesse em contar com os serviços de Anderson e, apesar de ainda não ter formalizado uma proposta, deixou a decisão de uma possível negociação nas mãos do lutador e também do UFC.

“Eu tenho ótimas recordações de Anderson Silva nos tempos de PRIDE e, na minha opinião, sua carreira decolou no Japão. Eu ouvi que o Japão tem um lugar especial no seu coração. Sinto que gostaria de ajudá-lo a cumprir seus últimos desejos, em respeito ao que ele conquistou e fez pelo nosso esporte. Ainda não falei com ele, mas gostaria de saber se podemos encontrar algo que faça sentido para ele começar seu capítulo final no Japão”, falou Sakakibara, em trecho de comunicado enviado para diversos sites internacionais.

Sonnen rebate organizações que ‘negaram’ Anderson Silva

Grande rival do brasileiro no UFC, Chael Sonnen deixou de lado qualquer provocação que já fez ao “Spider” e rebatou as organizações de MMA que descartaram contratar o ex-campeão. O americano condenou a atitude dos dirigentes e destacou o fato de Anderson não ter “oferecido seus serviços” a nenhuma delas.

“Foi um golpe baixo. Essa foi uma jogada realmente suja de muitas dessas organizações. Em primeiro lugar, eles não foram perguntados, então atiraram em um cara que eles adorariam ter tido em um determinado período de tempo, mas que não queria ir para lá. Agora eles querem dar a impressão de que estão acima de Anderson, recusando um cara que nem mesmo ofereceu seus serviços. Foi um pouco sujo, sem mencionar que foi insensível. Dizer que você não quer um cara é uma coisa maldosa de se fazer”, disparou Sonnen em entrevista ao canal “Fanatics View”, completando que não espera ver Silva em ação novamente.

“Não acho que o veremos lutar novamente, porque acho que essas organizações estão falando a verdade. Acho que há uma maneira muito melhor de fazer isso do que a maneira que ele fez. Eu não acho que você deveria ir e simplesmente oferecer seus serviços em algum lugar. Acho que você deve ter um produto final. Ele deveria ter encontrado um oponente muito específico, levado ao público primeiro para ter certeza de que o público queria, depois adicionado uma faísca e, em seguida, jogado no colo do promotor”, disse.