No último mês de setembro, em São Paulo, aconteceu a primeira edição do BJJBET, que teve um card estrelado e chegou com grande impacto no universo da arte suave. William Maya, um dos idealizadores do show, bateu um papo exclusivo com a TATAME e fez um balanço do evento.

“Nosso saldo foi muito positivo, ganhamos muita visibilidade. O card teve muitos atletas campeões mundiais, lutadores renomados. Foi uma novidade aqui no Brasil esse ‘mix’ de lutas com e sem quimono. Nós ouvimos o público, porque quem consome são eles. Muita gente queria lutas No-Gi, então, trouxemos Cyborg, Xande Ribeiro, Vagner Rocha. Além dos confrontos de gerações, como na luta entre o Roberto Cyborg, quase 40 anos, e o Kaynan Duarte”, relembrou o responsável, que passado o sucesso da estreia, já trabalha para a realização do BJJBET 2, inicialmente previsto para dezembro deste ano, nos Estados Unidos, mas adiado para o primeiro trimestre do ano que vem por conta da pandemia do novo coronavírus.

“Tiveram algumas coisas que nos fizeram mudar de data. Inicialmente, nós queríamos fazer o show em dezembro e fora do Brasil, mas primeiro essa situação da pandemia é incerta, cada dia uma novidade, fronteiras fechadas, e isso cria uma incerteza muito grande para nós organizadores. Em segundo é que, do jeito que está, com nosso dinheiro (real) não valendo nada, 1 dólar é quase 6 reais, então é um custo muito alto fazer um evento fora do Brasil. É algo que a gente quer fazer, mas não vai ser agora”, revelou William.

Ainda durante o bate-papo, o casca-grossa destacou a preocupação da organização com o suporte aos atletas e as inovações, pontos bastante elogiados no primeiro BJJBET, e disse que a segunda edição vai contar com um torneio por equipes. A disputa vai ter quatro times, cada um com três integrantes (além de um quarto na reserva), que se enfrentarão nas semifinais e final. O formato será inspirado no Brasileiro de Equipes da CBJJ, mas com algumas alterações, como os atletas representeando marcas e não academias.

“Eu, quando lutava, e acho que o pessoal mais velho também, sempre gostei muito do Brasileiro de Equipes, era uma das competições mais prazerosas, então nos espelhamos no torneio, mas mudamos alguns pontos. Não vou falar todos os detalhes, se não eu estrago a surpresa, mas serão três atletas titulares por equipe e nós vamos escolher os confrontos. Nossa ideia é profissionalizar o esporte trazendo marcas. Essas marcas vão formar times, independente da equipe do atleta, gerando uma competição entre as marcas, podendo existir um ‘dream team’ com nomes de diferentes agremiações. Vão ser quatro equipes na próxima edição, semifinais e final, com um grande prêmio para os times finalistas e também algumas lutas casadas, mesclando faixas coloridas, Gi, No-Gi e duelos femininos, seguindo a tradição do BJJBET”, encerrou Maya.

Assista à entrevista na íntegra: