Responsável por liderar a equipe Alliance e respeitado nome na história do Jiu-Jitsu, Fábio Gurgel, através das redes sociais e também em seu canal no YouTube, sempre compartilha o conhecimento adquirido ao longo de anos atuando em prol da arte suave. Em seu vídeo mais recente, o “General” respondeu dez perguntas, e uma que chamou atenção foi sobre como ensinar/dar aulas para um atleta que “acha que sabe tudo”.

“Eu já tive alunos de todos os tipos, e eles foram uma grande escola para mim como professor. Você vai aprendendo a lidar com essas personalidades de uma maneira melhor com o passar do tempo. Essa coisa do cara achar que sabe tudo, normalmente, vem de alguém que é bom em alguma coisa, e aí ele tem a ‘síndrome’ de achar que é bom em tudo, quer acelerar o processo. Você tem que trazer ele para sua aula, não deixá-lo comandar a aula, de forma alguma. Mas eu também gosto do cara que acha que a forma dele é melhor, a gente deixa ele testar um pouco, porque se for boa mesmo, aprendemos alguma coisa, já que não sabemos tudo e nem temos essa pretensão. Mas, normalmente, você vai ver que quando ele tenta fazer do jeito dele, se frustra e precisa da sua ajuda, aí ele vai entender que está ali para aprender e que você é a melhor fonte de conhecimento que tem por perto”, opinou Gurgel, que recentemente recebeu a faixa coral.

Outra interessante resposta de Fábio ocorreu quando ele foi perguntado como projeta o Jiu-Jitsu daqui a 10 anos, tendo em vista o panorama do esporte nos dias atuais. O faixa-coral traçou um paralelo do cenário dos últimos dez anos para a atualidade, afirmando que projeta um “futuro brilhante” para a modalidade, ressaltando que as academias e o modelo de gestão dos professores serão a base para o crescimento.

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“A gente não tem bola de cristal, mas o que podemos fazer é olhar para trás. Eu consigo imaginar um futuro brilhante para o Jiu-Jitsu. O esporte está em plena expansão no mundo inteiro, e acho que o que vai ser transformador é como as academias vão crescer e tratar seus alunos. As academias que impactam a sociedade diretamente, elas que recebem os alunos, não tem outro caminho. Quando a gente pensa no Jiu-Jitsu esportivo e profissional, a gente continua dependendo da audiência, que é o praticante. O Jiu-Jitsu não é um esporte que tem uma audiência de pessoas que não praticam e dificilmente terá, porque se ele tiver que se tornar um esporte independente e atrativo, ele teria que ser muito descaracterizado de maneira geral. Então, a gente depende do crescimento do número de praticantes, ou seja, dependemos das academias funcionarem cada vez melhor. Essa base é que manterá o crescimento do Jiu-Jitsu”, analisou o casca-grossa.

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