Mahamed Aly relembra apoio de Penco ao trocar de equipe: ‘Quando o professor apoia o jovem, ele tem sua gratidão para sempre’

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* É comum o atleta, em algum momento de sua jornada rumo ao topo do Jiu-Jitsu, se perguntar se a equipe que ele faz parte é a melhor para que ele possa atingir os seus objetivos. Mahamed Aly, faixa-preta e campeão mundial, deixou o time comandado por Everaldo Penco, no Rio de Janeiro, e foi para os Estados Unidos treinar com Lloyd Irvin. Neste processo de transição, o lutador teve total respaldo do antigo professor, que inclusive o aconselhou a mudar para seguir em uma constante evolução dentro da arte suave.

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“O Everaldo (Penco) foi o cara que disse que eu precisava de uma academia lá fora (exterior) para treinar. Tanto que hoje, quando estou no Rio de Janeiro, a primeira coisa que eu faço é pegar meu quimono e ir treinar com ele. É uma amizade grande e até pensamos em abrir uma academia juntos. Quando o professor apoia o jovem, o sonho de um adolescente, ele tem a amizade e gratidão para sempre”, disse Aly, que seguiu:

“Esse apego com o professor, apego com o aluno… Quando só está bom para um lado, na minha opinião, não é inteligente. Se o aluno está pensando em desistir do esporte porque não tem como bancar e tem alguém querendo fazer isso por ele, ou o professor não tem condições, isso não tinha nem que ser dúvida. O professor tinha que ter orgulho de fazer isso pelo aluno. O aluno também deveria ter uma naturalidade para aceitar esse tipo de proposta e ponto final”, analisou o faixa-preta em entrevista à TATAME.

“O cara que chama o outro de ‘creonte’, hoje em dia, é ridículo, é burro, ignorante, ultrapassado. E, com certeza, é um cara que não deu certo no esporte. Não vejo um cara que deu certo no esporte falando isso”, disparou Aly sobre o termo “creonte”. 

Mahamed também comentou sobre a proposta dos professores receberem um valor caso um atleta formado por eles decida mudar de equipe: “Acho que poderia, sim, ter um ressarcimento se a coisa já tivesse profissional e dando dinheiro para todo mundo. O que não é o caso. O atleta não dá retorno financeiro direto para a academia que ele está e não dará esse retorno para a academia que ele vai. Hoje não funciona. É algo a se pensar, mas não acho que seja a solução para nada. A equipe que pega um atleta novo, está assumindo um compromisso financeiro, mas ele não está assumindo para ter tanto de retorno. A matemática não é fácil de fazer. O professor que sugere isso, está na profissão errada. Ele está fazendo por ele, não pelo atleta. Se o professor faz por ele, tem que melhorar como estrutura”, concluiu.

*Por Yago Rédua

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