* Embalado após conquistar uma boa vitória no último dia 5 de setembro, quando finalizou Zelim Imadaev com um mata-leão no terceiro round, o peso-meio-médio Michel Pereira retorna ao octógono neste sábado (19), quando tem pela frente um duro desafio no card principal do UFC Vegas 17, em Las Vegas (EUA). O brasileiro vai enfrentar Khaos Williams, que desde que chegou ao Ultimate, em 2020, soma duas vitórias avassaladores por nocaute, em 27 e 30 segundos, respectivamente.

Em entrevista à TATAME, Michel, também conhecido como “Paraense Voador” – por conta do seu estilo de luta e dos golpes acrobáticos -, falou sobre a sua expectativa para o combate e o que espera de Khaos, dono de um cartel com 11 vitórias e apenas uma derrota. Mais experiente, o brasileiro soma 24 triunfos e 11 reveses.

“Minha expectativa para essa luta é a melhor possível. Estou super treinado, bem preparado, fiz um camp muito legal em Las Vegas. No início foi difícil por causa da mudança, mas depois conseguirmos trabalhar com perfeição e agora é levar uma ótima performance para os fãs”, disse meio-médio, que analisou Khaos.

“Vi um pouco das lutas dele sim, mas na verdade não sou muito de ficar olhando as lutas do meu adversário. Eu treino para lutar com qualquer um, em qualquer área. Mas vi mais ou menos o estilo dele só. Sei que é duro, agressivo, vai pra cima, mas me preparei muito bem para isso, com a estratégia para vencer””.

Conhecido pelo estilo arrojado e acrobático no cage, Michel se definiu como uma “caixinha de surpresas” e contou que os fãs podem, sim, esperar novidades neste sábado. Por outro lado, reclamou da atual dimensão do octógono do UFC – que diminui -, e como essa mudança influência no seu jogo.

“Luta minha é uma caixinha de surpresas, porque ainda tenho muita coisa para mostrar no UFC, mas que não consegui até agora por alguns motivos, como o octógono menor, por exemplo, e outras coisas que influenciam nos meus golpes. Não é toda luta que dá (para encaixar um golpe novo, plástico), tem que achar a distância, calcular o risco, eu preciso estar seguro para fazer. Desde que o octógono diminuiu isso dificultou meu estilo, então vamos ver se será possível (apresentar algo contra o Khaos). Meu objetivo sempre é fazer a ‘Luta da Noite’, agradar os fãs”, contou o paraense.

Há cerca de três meses, Pereira se mudou do Brasil para os Estados Unidos, mais precisamente em Las Vegas, e desde então as coisas estão melhorando para ele. De acordo com o lutador, a cidade americana apresenta maior estrutura para o seu crescimento, além do fato de ele estar próximo do principal palco do UFC no momento.

“Morar em Las Vegas é muito legal e foi bom porque facilita muito a minha vida no dia a dia. Eu moro bem, tenho o carro que quero, os melhores treinadores, estou perto do UFC… Se eu quero paz, tenho, se eu quero animar, posso. Tenho tudo em Las Vegas, então está sendo ótimo”, analisou Michel, que fará diante de Khaos Williams a última luta do seu atual contrato com o Ultimate.

“Estou tranquilo, aos poucos vou conquistando mais, trilhando meu caminho no UFC, esse é o foco. Essa luta (contra o Khaos) vai ser muito importante, visibilidade, e é a luta de renovação do meu contrato. Muitas coisas envolvidas, então, hoje é a luta mais importante da minha carreira sim, junto com a primeira. Mas estou bem preparado, focado e pronto para dar um show”, encerrou o brasileiro.

CARD COMPLETO:

UFC Fight Night 183
UFC Apex, em Las Vegas (EUA)
Sábado, 19 de dezembro de 2020

Card principal (21h, horário de Brasília)
Peso-meio-médio: Stephen Thompson x Geoff Neal
Peso-galo: José Aldo x Marlon Vera
Peso-meio-médio: Michel Pereira x Khaos Williams
Peso-galo: Marlon Moraes x Rob Font
Peso-pesado: Marcin Tybura x Greg Hardy

Card preliminar (18h, horário de Brasília)
Peso-meio-médio: Anthony Pettis x Alex Morono
Peso-galo: Sijara Eubanks x Pannie Kianzad
Peso-casado (até 88,5kg): Deron Winn x Antônio Arroyo
Peso-mosca: Gillian Robertson x Taila Santos
Peso-médio: Tafon Nchukwi x Jamie Pickett
Peso-mosca: Jimmy Flick x Cody Durden
Peso-casado (até 72,5kg): Christos Giagos x Carlton Minus

* Por Diogo Santarém