A pandemia do novo coronavírus fez com que o calendário esportivo precisasse ser readequado na maioria dos países. Competições foram paralisadas, enquanto atletas e jogadores precisaram encontrar alternativas para manter a forma e o condicionamento físico. Competições importantes, como os Jogos Olímpicos de Tóquio, a Eurocopa e a Copa América de Futebol, foram adiadas para 2021, com a esperança de que até o próximo ano a situação nos países-sede, e também nas nações participantes, estivesse mais equilibrada e dentro do controle.

Agora, atletas, organizadores e demais envolvidos estão na expectativa para saber se as Olimpíadas de Tóquio, reagendada para 2021, vão de fato acontecer. Líderes do G20 – grupo com os 20 países mais importantes do mundo -, que têm se reunido virtualmente para discutir assuntos globais, como o Acordo de Paris e os efeitos climáticos, mandaram uma mensagem de apoio ao governo japonês.

“Como um símbolo da resiliência da humanidade e unidade global na superação da Covid-19, elogiamos a determinação do Japão em sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio-2020 no próximo ano”, diz a declaração conjunta dos líderes. “Estamos ansiosos pelas Olimpíadas de Inverno Pequim-2022”, completou.

Presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach discursou na cúpula a convite de autoridades sauditas que estão estreitando os laços com o COI antes de uma possível candidatura olímpica. “Durante esta crise do coronavírus, todos nós vimos como o esporte é importante para a saúde física e mental. A Organização Mundial da Saúde reconheceu isso ao assinar um acordo de cooperação com o COI”, afirmou.

De acordo com o dirigente, autoridades japonesas estão seguindo protocolos definidos pela Organização Mundial da Saúde, a Organização das Nações Unidas e também o Comitê Olímpico Internacional. As notícias dos Jogos Olímpicos, vale citar, podem ser encontradas no site jornalesportes.com.

Thomas Bach ainda comentou que o COI teria papel importante em uma campanha global pró-vacinação. “Aprendemos uma lição importante com esta crise: precisamos de mais solidariedade, mais solidariedade dentro das sociedades e mais solidariedade entre as sociedades. Esses Jogos Olímpicos, com a participação de todos os 206 Comitês Olímpicos Nacionais e da Equipe Olímpica de Refugiados do COI, enviarão uma forte mensagem de solidariedade, resiliência e unidade da humanidade em toda a nossa diversidade”, disse.

Durante a visita da semana passada à Tóquio para inspecionar as instalações e revisar os planos de contingência atuais, Bach descreveu os Jogos como uma “luz no fim do túnel”. O noticiário local, no entanto, não está seguro para a realização das Olimpíadas. O jornal Japan Times descreveu a determinação de levar adiante os Jogos em meio a tanta incerteza em torno da pandemia e da vacina como “uma aposta”.

Kenneth McElwain, professor do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Tóquio, falou ao jornal que pesar os benefícios de sediar os Jogos Olímpicos em relação ao custo de cancelá-los é uma perspectiva difícil. “Se as Olimpíadas não acontecerem, em nível global, suspeito que haverá uma desilusão total em relação a maneira como temos enfrentado a pandemia. E isso pode fazer com que o governa precise retroceder em algumas medidas restritivas. Mas o cenário ainda é nebuloso”, encerrou o professor universitário.